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Bulas de Remédios
Genérico Sem tarja

Cloridrato de Tramadol

Cloridrato de tramadol · Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoCloridrato de tramadol
FabricanteLegrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda
Registro MS1.6773.0257
Classe terapêuticaAnalgésicos narcóticos
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 45,56
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Cloridrato de Tramadol

Fonte: bula do fabricante (Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 18/12/2024 · conferida em 21/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

cloridrato de tramadol

Legrand pharma indústria farmacêutica

LTDA Cápsula dura 50 mg cloridrato de tramadol “Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999”

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Apresentações

Cápsula dura de 50 mg. Embalagem contendo 10, 20, 30 ou 60 unidades.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos de idade

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Composição

Cada cápsula dura de 50 mg contém: cloridrato de tramadol........................................................................................................................... 50 mg excipiente* q.s.p..............................................................................................................................1 cap dura *celulose microcristalina, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício.

Componentes da cápsula dura: gelatina, dióxido de titânio, azul brilhante, vermelho allura 129.

01

Para que este medicamento é indicado?

O cloridrato de tramadol é indicado para o alívio da dor de intensidade moderada a grave.

02

Como este medicamento funciona?

O cloridrato de tramadol é um analgésico que pertence à classe dos opioides que age no sistema nervoso central. Desta forma, alivia a dor agindo nas células nervosas específicas da medula espinhal e cérebro.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome cloridrato de tramadol:

  • se você é alérgico ao cloridrato de tramadol ou a qualquer componente do medicamento;
  • em intoxicação aguda com álcool, pílulas para dormir, analgésicos ou outras drogas psicotrópicas (medicamentos que afetam o humor e as emoções);
  • se você também está tomando inibidores da MAO (certos medicamentos usados para o tratamento da depressão) ou tiver tomado nos últimos 14 dias antes do tratamento com cloridrato de tramadol;
  • se você é epilético e suas crises de convulsão não estão controladas adequadamente por tratamento;
  • como um substituto na abstinência de narcóticos.

Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê. Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e Precauções Converse com o seu médico antes de tomar cloridrato de tramadol:

  • se você pensa que é viciado a outros analgésicos (opioides);
  • se você sofre de transtornos de consciência (se você sente que vai desmaiar);
  • se você está em estado de choque (suor frio pode ser um sinal disto);
  • se você sofre de aumento da pressão no cérebro (possivelmente após um dano na cabeça ou doença cerebral);
  • se você tiver dificuldade para respirar;
  • se você tiver uma tendência à epilepsia ou convulsões, porque o risco de uma convulsão pode aumentar;
  • se você sofre de uma doença do fígado ou rim.

Tolerância, dependência e vício Este medicamento contém cloridrato de tramadol, que é um medicamento opioide. O uso repetido de analgésicos opioides pode diminuir a eficácia do medicamento (o que é conhecido como tolerância).

O uso repetido de tramadol também pode causar dependência, abuso e vício, o que pode levar a uma overdose com risco de morte. O risco desses efeitos colaterais pode aumentar com o aumento da dosagem e com a maior duração do uso.

A dependência ou o vício podem fazer com que você sinta que não tem mais controle sobre a quantidade de medicamento que precisa tomar ou a frequência com que precisa tomá-lo.

O risco de se tornar dependente ou adicto varia de pessoa para pessoa. Você pode ter um risco maior de se tornar dependente ou adicto em tramadol se:

  • Você ou alguém de sua família tiver histórico de abuso ou dependência de álcool, medicamentos prescritos ou substâncias ilícitas (“dependência”).
  • Você for fumante.
  • Você já teve problemas de humor (depressão, ansiedade ou transtorno de personalidade) ou já foi tratado por um psiquiatra para outras doenças mentais.

Se você notar qualquer um dos sinais a seguir enquanto estiver tomando tramadol, isso pode ser um sinal de que você se tornou dependente ou adicto:

  • Você precisa tomar o medicamento por mais tempo do que o recomendado pelo seu médico.
  • Você precisa tomar mais do que a dose recomendada.
  • Você está usando o medicamento por motivos diferentes dos prescritos, por exemplo, “para se acalmar” ou “para ajudar a dormir”.
  • Você fez várias tentativas sem sucesso de parar ou controlar o uso do medicamento.
  • Você não se sente bem quando para de tomar o medicamento e se sente melhor quando começa a tomá-lo novamente (“sintomas de abstinência”).

Se notar qualquer um desses sinais, converse com seu médico para discutir a estratégia de tratamento mais adequada para você, incluindo quando é apropriado parar de tomar o medicamento e como parar com segurança (vide Seção ‘Se você parar de tomar tramadol).

Distúrbios de respiração associados ao sono O cloridrato de tramadol pertence ao grupo de opioides. Os opioides podem causar distúrbios respiratórios associados ao sono como, por exemplo, apneia central do sono (respiração rasa/pausa da respiração durante o sono) e hipoxemia relacionada ao sono (baixo nível de oxigênio no sangue).

O risco de ocorrer apneia central do sono depende da dose de opioides. O seu médico pode considerar diminuir a sua dose total de opioides se você apresentar apneia central do sono.

Convulsões epiléticas foram relatadas em pacientes tomando tramadol no nível de dose recomendado. O risco pode ser aumentado quando as doses de tramadol excedem o limite superior de dose diária recomendada (400 mg).

Por favor, notar que cloridrato de tramadol pode levar à dependência física e psicológica. Quando cloridrato de tramadol é administrado por um longo período, seu efeito pode diminuir, de modo que doses mais altas precisam ser administradas (desenvolvimento de tolerância).

Em pacientes com uma tendência para abuso de medicamentos ou que são dependentes de medicamentos, o tratamento com cloridrato de tramadol deve ser realizado somente por períodos curtos e sob estrita supervisão médica.

Também informe ao seu médico se um destes problemas ocorrer durante o tratamento com cloridrato de tramadol ou se já ocorreram com você no passado.

Atletas devem tomar ciência de que este medicamento pode causar resultado positivo em testes de controle de doping.

Este medicamento pode causar doping.

Outros medicamentos e cloridrato de tramadol Informe ao seu médico ou farmacêutico se você estiver tomando, tomou recentemente ou poderá tomar qualquer outro medicamento.

Informe ao seu médico ou farmacêutico se estiver tomando:

  • medicamentos para o tratamento de alergia e para o tratamento de vômito ou náusea em viagens (anti-histamínicos ou antieméticos);
  • medicamentos para o tratamento de distúrbios psiquiátricos (antipsicóticos ou neurolépticos);
  • relaxantes musculares;
  • medicamentos para o tratamento da doença de Parkinson.

O cloridrato de tramadol não deve ser tomado junto com inibidores da MAO (certos medicamentos para o tratamento da depressão).

O efeito analgésico de cloridrato de tramadol pode ser reduzido e o tempo de duração da ação pode ser reduzido, se você tomar medicamentos que contenham:

  • carbamazepina (para convulsões epilépticas);
  • ondansetrona (prevenir náusea).

Seu médico dirá se você pode tomar cloridrato de tramadol e qual a dose.

O risco de efeitos colaterais aumenta:

  • se você estiver tomando tranquilizantes, pílulas para dormir, outros analgésicos tais como morfina e codeína (também um medicamento para tosse), e álcool enquanto você estiver tomando cloridrato de tramadol. Você pode sentir sonolência ou sentir que você pode desmaiar. Se isto acontecer informe ao seu médico.
  • se você estiver tomando medicamentos que podem causar convulsão, tais como antidepressivos ou antipsicóticos. O risco de ter uma convulsão pode aumentar se você tomar cloridrato de tramadol ao mesmo tempo. Seu médico dirá se cloridrato de tramadol é adequado para você.
  • se você estiver tomando certos antidepressivos. O cloridrato de tramadol pode interagir com estes medicamentos e você pode experimentar sintomas tais como contrações musculares involuntárias, rítmicas, incluindo os músculos que controlam o movimento dos olhos, agitação, suor excessivo, tremor, exageração dos reflexos, tensão muscular aumentada, temperatura do corpo acima de 38°C.
  • se você estiver tomando anticoagulantes cumarínicos (medicamentos para “afinar” o sangue), por exemplo, varfarina, junto com cloridrato de tramadol. O efeito destes medicamentos na coagulação do sangue pode ser afetado e pode ocorrer sangramento.

O uso concomitante de tramadol e medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados (certos comprimidos para dormir ou tranquilizantes [por exemplo, barbitúricos] ou analgésicos, como opioides, morfina e codeína [também como remédio para tosse], antipsicóticos, anti-histamínicos H1, álcool) aumenta o risco de sonolência, dificuldades respiratórias (depressão respiratória), coma e pode ser fatal. Por esse motivo, o uso concomitante só deve ser considerado quando outras opções de tratamento não forem possíveis. Entretanto, se seu médico prescrever tramadol com medicamentos sedativos, ele deve limitar a dose e a duração do tratamento concomitante.

O uso concomitante de opioides e medicamentos usados para o tratamento de epilepsia, dor nos nervos ou ansiedade (gabapentina e pregabalina) aumenta o risco de overdose de opioides, depressão respiratória e pode ser fatal.

Informe ao seu médico se estiver tomando gabapentina ou pregabalina ou qualquer outro medicamento sedativo e siga cuidadosamente a recomendação de dosagem do seu médico. Pode ser útil informar seus amigos e familiares sobre os sinais e sintomas listados acima. Informe ao seu médico se você apresentar qualquer um desses sintomas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. cloridrato de tramadol com alimento, bebida e álcool Não beba álcool durante o tratamento com cloridrato de tramadol, pois seu efeito pode ser intensificado. O alimento não influencia o efeito de cloridrato de tramadol.

Gravidez, amamentação e fertilidade Se você está grávida ou amamentando, pensa que pode estar grávida ou está planejando ter um bebê, peça aconselhamento ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Há muita pouca informação sobre a segurança de tramadol na gravidez. Portanto, você não deve usar cloridrato de tramadol se estiver grávida.

O uso crônico durante a gravidez pode levar à síndrome de abstinência nos recém-nascidos.

Geralmente, o uso de tramadol não é recomendado durante a amamentação. Pequenas quantidades de tramadol são excretadas no leite materno. Após uma dose única, usualmente não é necessário interromper a amamentação.

Baseado na experiência humana é sugerido que o tramadol não influencia na fertilidade feminina ou masculina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas no início do tratamento, quando a dose é alterada, quando você muda de outro analgésico para este medicamento, se você também usa outros medicamentos que agem no cérebro ou se você consome álcool, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.

Em caso de dúvida, se o tramadol prejudicar sua capacidade de dirigir ou operar máquinas, consulte seu médico.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

Atenção: contém os corantes dióxido de titânio, azul brilhante, vermelho allura 129, que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (15 a 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto do medicamento:

Cápsula gelatinosa dura com corpo na cor branca e tampa na cor azul, contendo granulado na cor branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Modo de usar Sempre tome este medicamento exatamente como orientado pelo seu médico. Se tiver dúvidas, consulte seu médico ou farmacêutico.

Antes de iniciar e durante o tratamento, seu médico lhe dirá o que esperar do tramadol, quando e por quanto tempo você deve tomá-lo, quando entrar em contato com seu médico e quando parar de tomá-lo (vide 'Se você parar de tomar tramadol').

Em geral a menor dose analgésica deve ser tomada. Não tome mais que 400 mg de cloridrato de tramadol por dia, exceto se seu médico instruir você a fazer isto.

Posologia A menos que prescrito ao contrário pelo seu médico a dose usual é:

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade Uma a duas cápsulas de cloridrato de tramadol (equivalente a 50 ou 100 mg de cloridrato de tramadol).

Dependendo da dor o efeito dura cerca de 4 a 8 horas.

Crianças O cloridrato de tramadol cápsulas não é adequado para crianças abaixo de 12 anos de idade.

Pacientes idosos Em pacientes idosos (acima de 75 anos) a excreção de tramadol pode ser atrasada. Se isto é aplicável a você, seu médico pode recomendar um intervalo prolongado entre as doses.

Insuficiência hepática ou renal/pacientes em diálise Se você sofre de insuficiência hepática e/ou renal seu médico pode recomendar um intervalo maior entre as doses.

Quando e como você deve tomar cloridrato de tramadol?

O cloridrato de tramadol cápsulas é para uso oral.

Sempre engula as cápsulas de cloridrato de tramadol 50 mg inteiras, não divididas ou mastigadas, com líquido suficiente. Você pode tomar as cápsulas de estômago vazio ou com refeições.

Este medicamento não deve ser, aberto ou mastigado.

Por quanto tempo você deve tomar cloridrato de tramadol?

Você não deve tomar cloridrato de tramadol por mais tempo que o necessário.

Se você precisar ser tratado por um período mais longo, seu médico verificará em intervalos curtos regulares (se necessário com interrupções no tratamento) se você deve continuar a tomar cloridrato de tramadol e em qual dose.

Se você tiver a impressão de que o efeito de cloridrato de tramadol é muito forte ou muito fraco, converse com seu médico ou farmacêutico.

Se você parar de tomar cloridrato de tramadol Se você interromper ou terminar o tratamento com cloridrato de tramadol muito cedo, é provável que a dor volte. Se você desejar parar o tratamento por causa de efeitos desagradáveis, por favor, informe ao seu médico.

Geralmente não haverá pós-efeitos quando o tratamento com cloridrato de tramadol é parado. Entretanto, em raras ocasiões, as pessoas que receberam cápsulas de cloridrato de tramadol por algum tempo podem se sentir mal se elas pararem abruptamente o tratamento. Elas podem se sentir agitadas, ansiosas, nervosas ou trêmulas. Elas podem estar hiperativas, ter dificuldade para dormir e ter transtornos do estômago ou intestino. Muitas poucas pessoas podem ter ataques de pânico, alucinações, percepções não usuais tais como coceira, formigamento e dormência, e ruído nos ouvidos (tinido). Sintomas do sistema nervoso central não usuais adicionais, isto é, confusão, delusões, alteração da percepção da própria personalidade (despersonalização), e alteração na percepção da realidade (desrealização) e delusão de perseguição (paranoia) foram vistos muito raramente. Se você apresentar quaisquer destas reclamações após parar de tomar cloridrato de tramadol, por favor, consulte seu médico.

Se você tiver questões adicionais sobre o uso deste medicamento, pergunte ao seu médico ou farmacêutico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você se esquecer de tomar as cápsulas é provável que a dor volte. Não tome uma dose dupla para compensar as doses individuais esquecidas, simplesmente continue tomando as cápsulas como antes.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, este pode causar efeitos colaterais, embora nem todas as pessoas os tenham.

As reações citadas respeitam o seguinte critério de frequência:

Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Desconhecida: a frequência não pode ser estimada dos dados disponíveis.

Você deve consultar um médico imediatamente se você apresentar sintomas de uma reação alérgica tais como rosto, língua ou garganta inchados, e/ou dificuldade de engolir ou urticária junto com dificuldades para respirar.

Os efeitos colaterais mais comuns durante o tratamento com cloridrato de tramadol são náusea e tontura, que ocorrem em mais de 10% dos pacientes.

Transtornos do sistema imunológico rara: reações alérgicas (por exemplo, dificuldade em respirar, respiração ruidosa, inchaço da pele) e choque (falha súbita da circulação) ocorreram em casos muito raros.

Transtornos do coração e circulação sanguínea incomum: efeitos no coração e circulação sanguínea (palpitação, batimento acelerado do coração, sentimento de desmaio ou colapso). Estes efeitos adversos podem particularmente ocorrer em pacientes na posição em pé ou sob estresse físico. rara: batimento cardíaco lento.

Investigações rara: aumento na pressão sanguínea.

Transtornos endócrinos Casos de SIADH (síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético) foram relatados na literatura, embora uma relação causal para tramadol não tenha sido estabelecida.

Transtornos do sistema nervoso muito comum: tontura comum: dor de cabeça, sonolência rara: sensações anormais (p. ex. coceira, formigamento, dormência), tremor, convulsões epilépticas, contrações musculares, movimento descoordenado, perda transitória da consciência (síncope), transtorno da fala.

Convulsões epilépticas ocorreram principalmente em altas doses de tramadol ou quando tramadol foi tomado ao mesmo tempo que outros medicamentos que podem induzir convulsão.

Transtornos do metabolismo e nutrição rara: alterações no apetite desconhecida: hipoglicemia Casos de hiponatremia (baixos níveis de sódio no sangue) foram relatados na literatura, embora uma relação causal para tramadol não tenha sido estabelecida.

Transtornos psiquiátricos rara: alucinação, estado confusional, transtornos do sono, delírio, ansiedade e pesadelos Queixas psicológicas podem aparecer após o tratamento com cloridrato de tramadol. Sua intensidade e natureza podem variar (de acordo com a personalidade do paciente e duração da terapia). Isto pode aparecer como uma alteração no humor (muitas vezes muito bom humor, ocasionalmente humor irritado), alterações na atividade (usualmente supressão, ocasionalmente aumento) e percepção cognitiva e sensorial diminuída (alterações nos sentidos e reconhecimento, que podem levar a erros em julgamento). Pode ocorrer dependência da droga. Se cloridrato de tramadol for tomado por um longo período de tempo pode ocorrer dependência, embora o risco seja muito baixo. Quando o tratamento é interrompido abruptamente, podem aparecer sinais de abstinência.

Transtornos do olho rara: visão borrada, dilatação excessiva das pupilas (midríase), constrição da pupila (miose).

Transtornos respiratórios rara: respiração lenta, encurtamento da respiração (dispneia) Se as doses recomendadas são excedidas, ou se outros medicamentos que deprimem a função cerebral são tomados ao mesmo tempo, a respiração pode ficar mais lenta.

Piora da asma foi relatada, entretanto não foi estabelecido se foi causada pelo tramadol. desconhecida: síndrome da apneia central do sono Transtornos do estômago e intestino muito comum: náusea comum: vômito, constipação, boca seca incomum: urgência para vomitar (tentar vomitar sem conseguir), problema de estômago (p. ex. sentimento de pressão no estômago, distensão abdominal), diarreia Transtornos da pele comum: sudorese (hiperidrose) incomum: reações da pele (p. ex. coceira, erupção da pele) Transtornos musculares rara: músculos fracos Transtornos hepáticos e biliares muito rara: enzima hepática aumentada Transtornos urinários rara: passagem da urina com dificuldade ou dor, passagem de menos urina que o normal (disúria) Transtornos gerais e condições do local de administração comum: fadiga Se qualquer dos efeitos colaterais se agravar, ou se você notar qualquer efeito colateral não listado nesta bula, por favor, converse com seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você tiver tomado uma dose adicional por engano, esta geralmente não tem efeitos negativos. Você deve tomar a próxima dose como prescrita.

Após tomar doses muito altas, podem ocorrer pupilas muito contraídas, vômito, queda da pressão sanguínea, batimento cardíaco acelerado, colapso, distúrbios de consciência podendo levar ao coma, convulsões e depressão respiratória até parada respiratória. Em tais casos um médico deve ser chamado imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.6773.0257 Registrado por: LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP – CEP: 13186-901

Cnpj: 05.044.984/0001-26

INDÚSTRIA BRASILEIRA Produzido por: EMS S/A Hortolândia/SP Ou Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Manaus/AM

Venda sob prescrição

Com retenção da receita

SAC 0800-050 06 00 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 04/10/2024. bula-pac-673648-LEG-v3 H istó rico d e a ltera ção p a ra a b u la D a d o s d a su b m issã o eletrô n ica D a d o s d a p etiçã o /n o tifica çã o q u e a ltera b u la D a d o s d a s a ltera çõ es d e b u la s D a ta d o ex p ed ien te N º. ex p ed ien te A ssu n to D a ta d o ex p ed ien te N º. ex p ed ien te A ssu n to D a ta d a a p ro v a ção Iten s d e b u la V ersõ es (V P /V P S ) A p resen ta çõ es rela cio n a d a s 1 2 /0 7 /20 1 3 0 5 6 43 6 6 /13 -0 1 0 4 59 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T ex to d e B u la ------------N ão h o uv e alteração n o tex to d e b u la.

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D izeres leg ais V P /V P S 5 0 m g em em b alag en s co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 6 0 e 5 0 0 (E M B . H O S P .) cáp su las. d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 3 . C aracterísticas farm aco ló g icas 5 . A d v ertên cias e p recau çõ es 9 . R eaçõ es ad v ersas D izeres leg ais 1 4 /0 9 /20 2 2 4 6 9 07 2 1 /22 -0 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A D IZ E R E S L E G A IS V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em con ten do 1 0 , 20 , 30 o u 6 0 u n id ad es.

2 3 /1 2 /2 0 2 2 5 0 9 1 7 2 7 /2 2 -1 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A 8 . Q U A IS O S M A L E S Q U E E S T E M E D IC A M E N T O P O D E M E C A U S A R ?

2 . R E S U L T A D O S D E E F IC Á C IA 3 . C A R A C T E R ÍS T IC A S F A R M A C O L Ó G IC A S 4 . C O N T R A IN D IC A Ç Õ E S 5 . A D V E R T Ê N C IA S E P R E C A U Ç Õ E S V P V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em con ten do 1 0 , 20 , 30 o u 6 0 u n id ad es.

1 7 /1 0 /20 2 3 1 1 1 04 4 5 /23 -7 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A 4 . O Q U E D E V O S A B E R A N T E S D E U S A R E S T E M E D IC A M E N T O ?

8 . q u a is o s m a l e s q u e e s t e m e d ic a m e n t o p o d e m e c a u s a r ?

2 . R E S U L T A D O S D E E F IC Á C IA 3 . C A R A C T E R ÍS T IC A S F A R M A C O L Ó G IC A S 5 . A D V E R T Ê N C IA S E P R E C A U Ç Õ E S 9 . R E A Ç Õ E S A D V E R S A S V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em con ten do 1 0 , 20 , 30 o u 6 0 u n id ad es.

1 8 /1 2 /20 2 4 -1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A 3 . Q U A N D O N Ã O D E V O U S A R E S T E M E D IC A M E N T O ?

4 . o q u e d e v o s a b e r a n t e s d e u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?

5 . O N D E , C O M O E P O R Q U A N T O T E M P O P O S S O G U A R D A R E S T E M E D IC A M E N T O ?

6 . c o m o d e v o u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?

Iii - d iz e r e s l e g a is 2 .

R e s u l t a d o s d e e f ic á c ia 4 . c o n t r a in d ic a ç õ e s 5 .

A d v e r t ê n c ia s e p r e c a u ç õ e s 6 .

In t e r a ç õ e s m e d ic a m e n t o s a s 7 .

C u id a d o s d e a r m a z e n a m e n t o d o m e d ic a m e n t o 8 .

P o s o l o g ia e m o d o d e u s a r 9 . r e a ç õ e s a d v e r s a s

III – D IZ E R E S L E G A IS V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em con ten do 1 0 , 20 , 30 , 60 o u 5 00 * u n id ad es.

*E m b alag em h o sp italar

Versão para o profissional de saúde

—

Identificação do medicamento

cloridrato de tramadol

LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA Cápsula dura 50 mg cloridrato de tramadol “Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999”

—

Apresentações

Cápsula dura de 50 mg. Embalagem contendo 10, 20, 30 ou 60 unidades.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos de idade

—

Composição

Cada cápsula dura de 50 mg contém: cloridrato de tramadol.................................................................................................................................. 50 mg excipiente* q.s.p.....................................................................................................................................1 cap dura *celulose microcristalina, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício.

Componentes da cápsula dura: gelatina, dióxido de titânio, azul brilhante, vermelho allura 129.

01

Indicações

O cloridrato de tramadol é indicado para tratamento da dor de intensidade moderada a grave.

02

Resultados de eficácia

Estudos Clínicos O tramadol foi administrado em dose única e oral de 50, 75 e 100 mg a pacientes com dores geradas após procedimentos cirúrgicos e cirurgias bucais (extração de molares impactados).

Em um modelo de dose única em dor após cirurgia bucal, em muitos pacientes o alívio da dor foi alcançado com doses de 50 e 75 mg de tramadol. A dose de 100 mg de tramadol tende a promover analgesia superior à de 60 mg de sulfato de codeína, mas não foi tão efetiva como a combinação de 650 mg de ácido acetilsalicílico com 60 mg de fosfato de codeína.

O tramadol foi estudado em três estudos clínicos controlados, a longo prazo, envolvendo um total de 820 pacientes, onde 530 deles receberam tramadol. Pacientes com uma variedade de condições de dor crônica foram estudados em um estudo clínico duplo-cego com duração de um a três meses. Doses diárias médias de aproximadamente 250 mg de tramadol em doses divididas foram geralmente comparáveis a cinco doses diárias de 300 mg de paracetamol com 30 mg de fosfato de codeína, a cinco doses diárias de 325 mg de ácido acetilsalicílico com 30 mg de fosfato de codeína ou a duas ou três doses diárias de 500 mg de paracetamol com 5 mg de cloridrato de oxicodona.

População pediátrica Um total de 579 pacientes pediátricos na faixa etária de 1 a 17 anos, incluindo 320 indivíduos com menos de 5 anos, foram tratados com tramadol administrado por via enteral ou parenteral e forneceram dados de eficácia em ensaios clínicos patrocinados pelos originadores do tramadol. Destes 579 indivíduos, 209 indivíduos participaram em ensaios randomizados, duplo-cegos 40 em um ensaio não controlado duplo-cego, 80 em um ensaio não controlado, duplo-cego, randomizado, dose única, multicêntrico, 25 em um ensaio aberto randomizado, 65 em um estudo aberto multicêntrico, 40 em um estudo aberto, multidose, multicêntrico, não comparativo e 7 em uma avaliação aberta. As indicações para o tratamento da dor foram dor após cirurgia (frequentemente abdominal) em pelo menos 370 indivíduos, dor após extrações dentárias cirúrgicas em 31 indivíduos, dor devido a fraturas, queimaduras e outros traumas em até 65 indivíduos e condições dolorosas propensas a requerer tratamento analgésico por pelo menos 7 dias em 113 indivíduos.

Em doses únicas de até 2 mg/kg ou doses múltiplas de até 8 mg/kg por dia (ou 400 mg por dia seja qual for a menor), a eficácia do tramadol foi superior ao placebo e superior ou igual a nalbufina, petidina ou dose baixa de morfina.

Investigadores independentes inscreveram mais de 1400 indivíduos na faixa etária de neonatos a 17 anos em ensaios com tramadol em dose única ou em dose múltipla.

Mais de 500 indivíduos receberam doses múltiplas de tramadol, principalmente na faixa de dose de 1 mg/kg a 2 mg/kg. Estes ensaios suportaram os resultados de eficácia do tramadol sem sinais de que a eficácia pode diminuir ao longo do tempo nesta população de pacientes.

Ensaio clínico: WIS-AL-TRA-02-27:

Desenho: Um estudo clínico duplo-cego, randomizado, controlado por placebo para investigar a segurança e eficácia do tramadol gotas e midazolam em crianças submetidas à extração dentária sob anestesia geral.

Número de pacientes: N=60 e NT=31 Idade: 3-8 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 1,5 mg/kg dose única Via de administração: Oral Controles: Solução em gotas de placebo administrada por via oral junto ao midazolam 0.5 mg/kg de peso corporal como pré-medicação.

Objetivo primário: Investigar a eficácia e segurança do tramadol quando adicionado ao midazolam para analgesia pós-operatória em crianças submetidas a extração dentária sob anestesia geral.

Resultado: Este estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo e centro único investigou a eficácia analgésica pós-operatória de tramadol em gotas quando administrado em conjunto ao midazolam pré-operatório em crianças submetidas à cirurgia dentária significativa. Com base em ambos, analgesia satisfatória e nenhuma necessidade de medicação de resgate nas duas primeiras horas de pós operatório, tramadol foi significativamente superior ao placebo. É importante ressaltar que a analgesia foi obtida sem qualquer efeito na saturação de oxigênio da hemoglobina, e ambos os regimes foram igualmente bem tolerados.

Assim, tramadol adicionado ao midazolam é seguro e eficaz em crianças submetidas a cirurgia de extração dentária extensiva.

Publicado em: Roelofse and Payne, 1999.

Ensaio clínico: WIS-AL-TRA-01-27:

Desenho: Os efeitos respiratórios do tramadol em crianças sob anestesia com halotano – Uma comparação duplo-cega, controlada por placebo com petidina.

Número de pacientes: N=88 e NT=44 Idade: 1-10 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 1 mg/kg, 2mg/kg dose única Via de administração: I.V.

Controles: Placebo i.v. ou petidina Objetivo Primário: Determinação da propensão de tramadol para induzir depressão respiratória em relação à petidina e ao placebo (soro fisiológico normal) + Observação de recuperação pós-operatória e alívio da dor.

Resultados: Administração intravenosa de tramadol (1 mg/kg de peso corporal- analgesicamente equipotente à dose de petidina – ou 2 mg/kg de peso corporal- duas vezes mais potente que a dose de petidina) tem um efeito significativamente menos pronunciado no sistema respiratório do que a petidina numa dose de 1 mg/kg de peso corporal.

Publicado em: Boesenberg and Ratcliffe, 1998.

Ensaio clínico: WIS-AL-TRA-PCP-1 Desenho: Estudo clínico multicêntrico, randomizado, duplo-cego, para comparar a eficácia analgésica e a segurança do tramadol e da morfina ambos via intravenosa no tratamento da dor pós-operatória em crianças.

Número de pacientes: N=150 e NT=104 Idade: 2-8 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 1-2mg/kg dose única Via de administração: I.V.

Controle: Morfina 0,1-0,2 mg/kg i.v.

Objetivo Primário: Avaliar a eficácia analgésica e tolerabilidade do tramadol e morfina administradas via intravenosa para o tratamento da dor pós-operatória após cirurgia abdominal ou urológica em crianças.

Resultados: Os resultados mostraram que tramadol e morfina demonstraram ser analgésicos eficazes e seguros na dor pós-operatória em crianças. Ao utilizar a Escala Objetiva da Dor, uma hora após o bolus inicial de medicação do estudo, 93,5% dos pacientes tratados com morfina e 77,9% dos pacientes tratados com tramadol responderam ao tratamento.

O estudo mostrou que a dose inicial ótima do bolus para crianças deve ser superior a 1mg de tramadol por kg de peso corporal. O peso corporal ajustado ao consumo total de tramadol versus morfina foi de 10,9 : 1. Como a dosagem máxima do medicamento em questão foi pré-definida neste estudo, a razão referente às dosagens equianalgésicas para tramadol e morfina podem ser ligeiramente maior. Além disso, o estudo demonstrou que tramadol proporcionou alívio adequado da dor nas crianças que são muito ou pouco metabolizadoras.

Publicado em: Habre et al., 2002.

Ensaio clínico: 078N3-404 Desenho: Estudo centro único, duplo-cego com dois grupos paralelos, investiga a eficácia e segurança da nalbufina em comparação com tramadol na dor pós-operatória após a cirurgia em crianças.

Número de pacientes: N=60 e NT=30 Idade: 1-10 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 0,75-1mg/k; máximo 6 doses/24h Via de administração: I.M.

Controle : Nalbufina I.M.

Objetivo primário: Avaliar intensidade da dor e padrão do sono.

Resultados: A intensidade da dor e padrão do sono mostraram mudanças significativas nos valores médios durante as primeiras horas após a injeção. Enquanto a intensidade da dor não diferiu entre os grupos de tratamento, o padrão do sono do grupo da nalbufina foi significantemente diferente do grupo paralelo: 2 horas após a injeção havia mais pacientes adormecidos no grupo tratado com nalbufina. A eficácia clínica (tolerância) foi considerada boa/excelente em 80% (78%) dos pacientes (não houve diferença significativa entre os grupos de tratamento).

Publicado em: Schaeffer, et al., 1986.

Ensaio clínico:FO-BM-210:

Desenho: Duplo-cego, não-controlado, investigação clínica do efeito e segurança do tramadol em administração pediátrica pós-operatória.

Número de pacientes: N=40 e NT=40 Idade: 2-7 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 1mg/kg; 2 mg/kg, dose única + reinjeção se necessário (máx 6 h) Via de administração: I.V.

Controle: Não Objetivo Primário: Estudo para determinar a dose relacionada ao peso para tramadol em faixa etária definida (2-7 anos).

Resultados: A dose intravenosa do tramadol HCL de 2 mg/kg forneceu eficácia analgésica superior em comparação à dose de 1 mg/kg.

Publicado em: Schaeffer et al., 1989.

Ensaio clínico: TRAM-PEDS-005 Desenho: Estudo duplo-cego, randomizado, dose-única, multicêntrico, não-controlado.

Número de pacientes: N=80 e NT=80 Idade: 7-16 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 1mg/kg; 2 mg/kg, dose única Via de administração: Oral Controle: Não Objetivo Primário: Segurança e eficácia analgésica de comprimidos de tramadol HCL 50 mg (administrados em doses únicas orais de 1 mg/kg ou 2 mg/kg) em 81 crianças e adolescentes de 7 a 16 anos com dor pós-cirúrgica que estavam prontos para a transição da analgesia com morfina para analgesia oral.

Resultados: O grupo de 2 mg/kg exigiu aproximadamente metade da analgesia de resgate do que o grupo de 1 mg/kg (P = 0,006). Tramadol de 1 ou 2 mg/kg como dose oral única demonstrou um efeito de variação da dose quando cada grupo teve acesso irrestrito a analgesia de resgate nessa população de crianças de 7 a 16 anos de idade. Tramadol parece ser eficaz e bem tolerada nessa população pediátrica.

Publicada em: Finkel et al., 2002.

Ensaio clínico: FO-BM-253:

Desenho: Estudo clínico randomizado e aberto para comparar a eficácia e segurança de tramadol 2 mg/kg em relação a petidina 1 mg/kg e a Nalbufina 0,1 mg/kg em crianças com dor pós-operatória após cirurgia abdominal inferior.

Número de pacientes: N=75 e NT=25 Idade: 2-12 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 2 mg/kg (doses repetidas até 4 mg/kg) Via de administração: I.M.

Controle: Petidina e nalbufina Objetivo Primário: Determinação da porcentagem de pacientes sem dor ou com dor leve através da escala verbal da dor (VRS) 60 minutos após o início do tratamento analgésico.

Resultados: Todos os 75 pacientes responderam e apresentaram leve ou nenhuma dor 60 minutos depois de começar o tratamento analgésico. Tramadol 2 mg/kg parece ser um analgésico eficaz e bem tolerado em crianças com dor pós-operatória.

Publicado em: Barsoum, 1995.

Ensaio clínico: FO-BM-274 Desenho: Estudo aberto, multicêntrico sobre a eficácia e segurança do cloridrato de tramadol no manejo da dor pós-operatória e outras condições de dor aguda em crianças (queimaduras, fraturas, trauma).

Número de pacientes: N=65 e NT=65 Idade: 1-14 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramadol 0,89 - 2,08 mg/kg (até 5 doses, 1 indivíduo com 8 doses) Via de administração: I.V.

Controle: Não Objetivo Primário: Avaliar a eficácia analgésica através da escala verbal da dor (VRS) e a segurança do tramadol.

Resultados: O alívio da dor foi avaliado como “muito bom” ou “bom” em 46 pacientes (83,6%) no controle da dor pós-operatória em 7 avaliações durante 6 horas após a primeira aplicação de tramadol. O alívio da dor foi avaliado como “fraco” em 7 pacientes (12,7%) para uma das sete avaliações. Em um paciente (1,8%) o alívio da dor foi avaliado como “fraco” 30 e 60 minutos depois da primeira administração de tramadol e em 1 paciente o alívio da dor foi avaliado como “fraco” 4 horas depois da primeira administração do tramadol e como “sem efeito” depois de 8 horas.

Publicado em: Não publicado no domínio público.

Ensaio clínico: TRAM-PEDS-008 Desenho: Estudo aberto não controlado. Número de pacientes: N=113 e NT=113 Idade: 6-16 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramado 1-2 mg/kg até 30 dias Via de administração: Oral Controle: Não Objetivo Primário: Determinar o perfil de segurança da terapia com tramadol oral para dor com 7 a 30 dias de duração em crianças.

Resultado: Tramadol foi bem tolerado por crianças de 7-16 anos com uma variedade de condições dolorosas por 7- 30 dias de duração. Os eventos adversos foram considerados pelos investigadores de forma geral com gravidade leve ou moderada.

Publicado em: Rose et al., 2003.

Ensaio clínico: WIS-AL-TRA86-04-95:

Desenho: Ensaio clínico aberto, não-comparativo, de dois centros, para determinar a eficácia analgésica e a segurança do tramadol em crianças com dor pós-operatória.

Número de pacientes: N=40 e NT=40 Idade: 5-12 anos Dose de cloridrato de tramadol: Tramado 2 mg/kg (doses repetidas até 8 mg/kg por dia) Via de administração: I.V. ou Oral Controle: Não Objetivo Primário: Determinar a eficácia analgésica através da escala verbal da dor ou da escala visual analógica relacionada a dor (VRS/VAS) e segurança do tramadol.

Resultados: Tramadol é seguro e efetivo no tratamento da dor pós-operatória em crianças.

Publicado em: Não publicado no domínio público.

O perfil de segurança de tramadol foi similar em pacientes adultos e pediátricos (idades de 1 à 17 anos). (vide Seção 8. POSOLOGIA MODO DE USAR).

Referências bibliográficas Barsoum. Comparison of the Efficacy and Tolerability of Tramadol, Pethidine and Nalbuphine in Children with Postoperative Pain. 1995 Boesenberg and Ratcliffe. The respiratory effects of tramadol in children under halothane anaesthesia; 1998 Finkel, et al. . An Evaluation of the Efficacy and Tolerability of Oral Tramadol Hydrochloride Tablets for the Treatment of Postsurgical Pain in Children. 2002 Habre, et al. . Comparison of the analgesic efficacy and safety of tramadol and morphine in postoperative pain in children. 2002 Roelofse and Payne. Oral tramadol: analgesic efficacy in children following multiple dental extractions. 1999 Rose, et al. . Oral tramadol for the treatment of pain of 7-30 days' duration in children. 2003 Schaeffer et al. . Investigation of Tramadol for postoperative analgesia in children. 1989 Schaeffer; et al. . Nalbuphine and Tramadol for the Control of Postoperative Pain in Children. 1986

03

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas Grupo farmacoterapêutico: outros opioides. Código ATC: N02 AX02.

O tramadol é um analgésico opioide de ação central. É um agonista puro não seletivo dos receptores opioides μ (mi), δ (delta) e κ (kappa), com uma afinidade maior pelo receptor μ(mi). Outros mecanismos que contribuem para o efeito analgésico de tramadol são a inibição da recaptação neuronal de noradrenalina e o aumento da liberação de serotonina.

O tramadol tem um efeito antitussígeno. Em contraste com a morfina, as doses analgésicas de tramadol em uma ampla faixa não apresentam efeito depressor sobre o sistema respiratório. Também, a motilidade gastrintestinal é menos afetada. Os efeitos no sistema cardiovascular tendem a ser leves. Foi relatado que a potência de tramadol é 1/10 a 1/6 da potência da morfina.

Propriedades Farmacocinéticas Após administração intramuscular em humanos, tramadol é rápida e completamente absorvido: o pico médio de concentração sérica (Cmáx) é atingido após 45 minutos, e a biodisponibilidade é quase 100%. Em humanos cerca de 90% de tramadol é absorvido após administração oral (cloridrato de tramadol cápsulas). A meia-vida de absorção é 0,38 ± 0,18 h.

Uma comparação das áreas sob as curvas de concentração sérica de tramadol (AUC) após administração oral e i.v. mostra uma biodisponibilidade de 68 ± 13% para cloridrato de tramadol cápsulas. Comparado com outros analgésicos opioides a biodisponibilidade absoluta de cloridrato de tramadol cápsulas é extremamente alta.

Picos de concentração sérica são atingidos após 2 horas da administração de cloridrato de tramadol cápsulas.

Após administração de cloridrato de tramadol comprimidos de liberação prolongada de 100 mg o pico de concentração plasmática Cmáx = 141 ± 40 ng/mL é atingido após 4,9 h.

A farmacocinética de cloridrato de tramadol comprimidos e solução oral, não é significantemente diferente daquela de cloridrato de tramadol cápsulas com respeito à extensão da biodisponibilidade como medida pela AUC. Há uma diferença de 10% na Cmáx entre cloridrato de tramadol cápsulas e cloridrato de tramadol comprimidos. O tempo para atingir a Cmáx foi 1 hora para cloridrato de tramadol solução oral, 1,5 horas para cloridrato de tramadol comprimidos e 2,2 horas para cloridrato de tramadol cápsulas refletindo a rápida absorção das formas líquidas orais.

O tramadol apresenta uma alta afinidade tecidual (Vd,β(beta) = 203 ± 40 L) e cerca de 20% liga-se às proteínas plasmáticas.

O tramadol atravessa as barreiras placentária e hematoencefálica. Pequenas quantidades de tramadol e do derivado O-desmetil são encontradas no leite materno (0,1% e 0,02%, da dose aplicada respectivamente).

A inibição das isoenzimas CYP3A4 e/ou CYP2D6 envolvidas na biotransformação de tramadol pode afetar a concentração plasmática de tramadol ou seus metabólitos ativos. Até o momento, não foram observadas interações clinicamente relevantes.

O tramadol e seus metabólitos são quase completamente excretados via renal. A excreção urinária cumulativa é 90% da radioatividade total da dose administrada.

A meia-vida de eliminação t1/2,ß é de aproximadamente 6 horas, independentemente do modo de administração. Em pacientes com mais de 75 anos de idade, pode ser prolongada por um fator de aproximadamente 1,4. Em pacientes com cirrose hepática, as meias-vidas de eliminação são de 13,3 ± 4,9 h (tramadol) e 18,5 ± 9,4 h (O-desmetiltramadol); em um caso extremo, determinou-se 22,3 h e 36 h, respectivamente. Em pacientes com insuficiência renal (clearance de creatinina < 5 mL/minuto), os valores foram 11 ± 3,2 h e 16,9 ± 3 h; em um caso extremo 19,5 h e 43,2 h, respectivamente.

Em humanos, o tramadol é metabolizado principalmente por N- e O-desmetilação e conjugação dos produtos da O-desmetilação com ácido glicurônico. Somente o O-desmetiltramadol é farmacologicamente ativo. Há diferenças quantitativas interindividuais consideráveis entre os outros metabólitos. Até o momento, onze metabólitos foram detectados na urina. Experimentos em animais demonstraram que O-desmetiltramadol é 2-4 vezes mais potente do que o fármaco inalterado. A meia-vida t1/2,β (6 voluntários sadios) é de 7,9 h (5,4 – 9,6 h), bastante similar à meia-vida de tramadol.

O tramadol tem um perfil farmacocinético linear dentro da faixa de dose terapêutica.

A relação entre concentrações séricas e o efeito analgésico é dose-dependente, mas varia consideravelmente em casos isolados. Uma concentração sérica de 100-300 ng/mL é usualmente eficaz.

População pediátrica Uma visão geral dos estudos farmacocinéticos em pacientes pediátricos realizados no desenvolvimento de tramadol é fornecida na Tabela 2. A farmacocinética de tramadol e de O-desmetiltramadol após administração oral de dose única e de doses múltiplas a indivíduos com idades entre 7 e 16 anos revelou-se semelhante à dos adultos (vide Tabela 3). A farmacocinética de tramadol e de O-desmetiltramadol após a administração intravenosa de dose única a indivíduos com idades entre 1 ano e 8 anos foi geralmente semelhante à dos adultos quando ajustada a dose pelo peso corporal, com uma maior variabilidade entre indivíduos na população pediátrica (vide Tabelas 2 e 3). Recomenda-se o uso de uma dosagem relacionada com o peso corporal para a administração de tramadol na faixa etária de 1 a 12 anos (vide Seção 8 “POSOLOGIA E MODO DE USAR”).

Em crianças com menos de 1 ano de idade, a farmacocinética de tramadol e de O-desmetiltramadol foi investigada, mas não foi totalmente caracterizada. Informações de estudos que incluem essa faixa etária indicam que a taxa de formação de O-desmetiltramadol via CYP2D6 aumenta continuamente em neonatos. Supõe-se que os níveis adultos da atividade da CYP2D6 sejam atingidos por volta de 1 ano de idade. Além disso, sistemas de glicuronidação imaturos e função renal imatura podem resultar em lenta eliminação e acúmulo de O-desmetiltramadol em crianças com menos de 1 ano de idade. A administração de tramadol a crianças menores de 1 ano não é indicada.

Tabela 1: Estudos clínicos realizados no desenvolvimento com resultados farmacocinéticos para tramadol em população pediátrica Fonte Idade Dose e via de administração de cloridrato de tramadol Número de indivíduos Regime e duração

Wis-al-tra-

PCP1 2-8 anos 1-2 mg/kg i.v. 104 Dose única a

Tram-peds-001

/ TRAM-PEDS-006 7-16 anos 1-2 mg/kg p.o. 38 Dose única TRAM-PEDS-007 8-15 anos 1-2 mg/kg p.o. 17 b 4 vezes ao dia (a cada 6h), 3 dias c i.v. = intravenoso p.o. = oral a Amostragem esparsa. b Número de sujeitos disponíveis para avaliação farmacocinética. c Ensaio de múltiplas doses sem perfis completos de tempo de concentração sérica.

Tabela 2: Clearance e meia-vida de tramadol e O-desmetiltramadol em indivíduos pediátricos e adultos após administração oral ou intravenosa Administração oral a 7-11 anos Média (SD) 12-16 anos Média (SD) Adultos Média (SD) Mulher (N=7) Homem (N=8) Mulher (N=9) Homem (N=13) Mulher (N=10) Homem (N=8) tramadol Cl/F/w [mL/min·kg] 10,66 (1,48) 15,37 (4,20) 14,71 (4,10) 12,24 (7,85) 7,93 (2,62) 10,72 (2,04) t1/2 (h) 5,07 (0,71) 4,47 (0,99) 4,87 (0,72) 5,37 (1,31) 5,30 (1,03) 4,92 (0,49) O-desmetiltramadol Cl/F/w [mL/min·kg] 45,5 (14,5) 62,3 (24,3) 38,0 (14,6) 39,4 (22,9)

NA NA t1/2 (h) 6,45 (1,35) 5,28 (1,50) 5,50 (0,60) 7,51 (1,99)

NA NA Administração intravenosa b Adultos Média (SD) (N=18) tramadol Clot [mL/min·kg] 7,02 (1,61) t1/2 [h] 5,73 (1,11) O-desmetiltramadol t1/2 [h] 6,65 (0,99) a Fontes para os dados de administração oral: grupo etário 7-11 anos e 12-16 anos TRAM-PEDS-001 / TRAM-PEDS-006; adultos TRAMAP PHI 002, valores normalizados pela dose. b Fontes para dados de administração intravenosa: adultos FO-PK395. Os dados são ajustados em cada caso para a mesma dose de tramadol 2 mg/kg.

Cl/F/w = clearance oral corrigido pelo peso Clot = clearance total NA = não disponível N = número de sujeitos SD = desvio padrão t1/2 = meia-vida de eliminação terminal Dados de Segurança Pré-Clínicos Após a administração repetida oral e parenteral de tramadol por 6-26 semanas em ratos e cães, e após administração oral por 12 meses em cães, testes hematológicos, clínico-químicos e histológicos não demonstraram evidências de alterações relacionadas à substância. Somente ocorreram manifestações no sistema nervoso central após doses altas, consideravelmente acima da dose terapêutica (agitação, salivação, espasmos e redução do ganho de peso). Ratos e cães toleraram doses orais de 20 mg/kg e 10 mg/kg de peso corpóreo, respectivamente, e cães toleraram doses retais de 20 mg/kg de peso corpóreo, sem qualquer reação.

Em ratos, doses de no mínimo 50 mg/kg/dia de tramadol causaram toxicidade materna e aumento da mortalidade neonatal. Os problemas com a prole foram distúrbios de ossificação e retardo na abertura vaginal e dos olhos.

A fertilidade masculina e feminina não foi afetada nos estudos toxicológicos necessários para o registro do cloridrato de tramadol. Dados publicados sugerem uma influência desfavorável do tramadol na função sexual e testicular masculina de roedores, resultando em potenciais prejuízos na fertilidade. Em coelhos, foi relatada toxicidade materna em doses superiores a 125 mg/kg e anomalias esqueléticas na prole.

Em alguns testes in vitro, houve evidência de efeitos mutagênicos. Estudos in vivo não demonstraram tais efeitos. Até o momento, tramadol pode ser classificado como não mutagênico.

Foram realizados estudos quanto ao potencial tumorigênico do cloridrato de tramadol em ratos e camundongos.

O estudo em ratos, não demonstrou evidência de aumento na incidência de tumores devido a essa substância.

No estudo em camundongos, houve uma incidência aumentada de adenomas de células hepáticas em animais machos (aumento dose-dependente, não significativo a partir de 15 mg/kg) e um aumento nos tumores pulmonares em fêmeas de todos os grupos de doses (significativo, mas não dose-dependente).

04

Contraindicações

O cloridrato de tramadol é contraindicado:

  • em pacientes que apresentam hipersensibilidade a tramadol ou a qualquer componente da fórmula;
  • nas intoxicações agudas por álcool, hipnóticos, analgésicos, opioides ou outros medicamentos psicotrópicos;
  • em pacientes em tratamento com inibidores da MAO, ou pacientes que foram tratados com esses fármacos nos últimos 14 dias;
  • em pacientes com epilepsia não controlada adequadamente com tratamento;
  • para uso no tratamento de abstinência de narcóticos.

Gravidez e amamentação Estudos em animais revelaram que o tramadol, em doses muito altas, afeta o desenvolvimento dos órgãos, ossificação e a taxa de mortalidade neonatal. O tramadol atravessa a barreira placentária. Não estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol em mulheres grávidas. Portanto tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez.

O tramadol administrado antes ou durante o trabalho de parto, não afeta a contratilidade uterina. Em neonatos, pode induzir alterações na taxa respiratória, normalmente de importância clínica não relevante. O uso crônico durante a gravidez pode levar a sintomas de abstinência no neonato.

O cloridrato de tramadol é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.

05

Advertências e precauções

O cloridrato de tramadol deve ser usado com cautela nas seguintes condições: pacientes com dependência de opioides; com ferimentos na cabeça; choque, distúrbio do nível de consciência de origem não estabelecida, pacientes com distúrbios da função respiratória ou do centro respiratório; pressão intracraniana aumentada.

O cloridrato de tramadol deve somente ser usado com cautela nos pacientes sensíveis aos opioides.

Foram relatadas convulsões em pacientes recebendo tramadol nas doses recomendadas. O risco pode aumentar quando as doses de cloridrato de tramadol excederem a dose diária máxima recomendada (400 mg). O cloridrato de tramadol pode elevar o risco de convulsões em pacientes tomando concomitantemente outras medicações que reduzam o limiar para crises convulsivas. Pacientes com epilepsia, ou aqueles susceptíveis a convulsões, somente deveriam ser tratados com tramadol sob circunstâncias inevitáveis.

Tolerância e transtorno por uso de opioides (abuso e dependência) A tolerância, a dependência física e psicológica e o transtorno por uso de opioides (TUO) podem se desenvolver após a administração repetida de opioides. Uma dose mais alta e uma duração mais longa do tratamento com opioides podem aumentar o risco de desenvolvimento de TUO. O abuso ou uso indevido intencional de opioides podem resultar em overdose e/ou morte. O risco de desenvolver TUO é maior em pacientes com histórico pessoal ou familiar (pais ou irmãos) de transtornos por uso de substâncias (incluindo transtorno por uso de álcool), em usuários atuais de tabaco ou em pacientes com histórico pessoal de outros transtornos de saúde mental (por exemplo, depressão maior, ansiedade e transtornos de personalidade).

Antes de iniciar e durante o tratamento com tramadol, os objetivos e um plano de descontinuação devem ser acordados com o paciente (ver seção 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR). Antes e durante o tratamento, o paciente também deve ser informado sobre os riscos e sinais de TUO. Se esses sinais ocorrerem, o paciente deve ser aconselhados a entrar em contato com o médico.

O paciente precisará ser monitorado quanto aos sinais de comportamento de busca de medicamentos (por exemplo, solicitações muito precoces de renovação de prescrição). Isso inclui a revisão de opioides concomitantes e drogas psicoativas (como benzodiazepínicos). Para pacientes com sinais e sintomas de TUO, deve-se considerar a possibilidade de consultar um especialista em dependência.

O tramadol não é indicado como substituto em pacientes dependentes de opioides. Embora o tramadol seja um agonista opioide, tramadol não pode suprimir os sintomas da síndrome de abstinência da morfina.

Distúrbios de respiração associados ao sono Os opioides podem causar distúrbios respiratórios associados ao sono, incluindo a apneia central do sono (ACS) e hipoxemia relacionada ao sono. O uso de opioides aumenta o risco de ACS de forma dose-dependente. Em pacientes que apresentam ACS, considere diminuir a dosagem total de opioides.

Efeitos na Habilidade de Dirigir Veículos e Operar Máquinas Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas no início do tratamento, quando a dose é alterada, quando ele mudar de outro analgésico para este medicamento, se ele também usa outros medicamentos que agem no cérebro ou se consumir álcool, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.

Mesmo quando administrado de acordo com as instruções, tramadol pode causar efeitos tais como sonolência e tontura e, portanto, pode prejudicar as reações de motoristas e operadores de máquinas. Isto se aplica particularmente em conjunção com outras substâncias psicotrópicas, particularmente álcool.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Este medicamento pode causar doping.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica Gravidez, amamentação e Fertilidade Estudos em animais revelaram que o tramadol, em doses muito altas, afeta o desenvolvimento dos órgãos, ossificação e a taxa de mortalidade neonatal. O tramadol atravessa a barreira placentária. Não estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol em mulheres grávidas. Portanto tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez.

O tramadol administrado antes ou durante o trabalho de parto, não afeta a contratilidade uterina. Em neonatos, pode induzir alterações na taxa respiratória, normalmente de importância clínica não relevante. O uso crônico durante a gravidez pode levar a sintomas de abstinência no neonato.

O cloridrato de tramadol é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Durante a lactação deve-se considerar que cerca de 0,1% da dose materna de tramadol é secretada no leite. O tramadol não é recomendado durante a amamentação. Geralmente, não há necessidade de interromper a amamentação após uma única administração de cloridrato de tramadol.

A vigilância pós comercialização não sugere um efeito de tramadol sobre a fertilidade (vide “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”, subitem “Dados de Segurança Pré-Clínicos”).

Atenção: contém os corantes dióxido de titânio, azul brilhante e vermelho allura 129. que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS O cloridrato de tramadol não deve ser combinado com inibidores da MAO.

Em pacientes tratados com inibidores da MAO nos 14 dias antes do uso do opioide petidina foram observadas interações com risco de vida no sistema nervoso central, função respiratória e cardiovascular. As mesmas interações com inibidores da MAO não podem ser descartadas durante o tratamento com cloridrato de tramadol.

Medicamentos de ação central/depressores do sistema nervoso central (SNC), incluindo álcool e narcóticos O uso concomitante de tramadol com medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos ou outros depressores respiratórios ou do SNC (outros opioides, antitussígenos ou tratamentos de substituição, barbitúricos, antipsicóticos, anti-histamínicos H1, álcool) aumenta o risco de depressão respiratória, coma e morte devido ao efeito depressor aditivo do SNC (vide Seção 9. REAÇÕES ADVERSAS).

O uso concomitante de tramadol com gabapentinoides (gabapentina e pregabalina) pode resultar em depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda, coma ou morte.

Portanto, se for tomada a decisão de prescrever tramadol concomitantemente com depressores respiratórios ou do SNC, a menor dose eficaz de tramadol deve ser usada, e a duração do tratamento concomitante deve ser a mais curta possível.

Os resultados dos estudos de farmacocinética demonstraram até o momento que na administração prévia ou concomitante de cimetidina (inibidor enzimático) não é comum ocorrerem interações clinicamente relevantes. A administração prévia ou simultânea de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e a duração da ação.

Anticolinérgicos A administração concomitante de opioides com anticolinérgicos ou medicamentos com atividade anticolinérgica pode resultar em aumento dos efeitos adversos anticolinérgicos.

O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial de causar convulsões dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, inibidores da receptação de serotonina e norepinefrina, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e outros fármacos que diminuem o limiar para crises convulsivas (tais como bupropiona, mirtazapina, tetraidrocanabinol).

O uso terapêutico concomitante de tramadol e drogas serotoninérgicas, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina, inibidores da receptação de serotonina- norepinefrina, inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade de serotonina. A síndrome da serotonina é possível quando um dos seguintes é observado:

  • clônus espontâneo
  • clônus induzível ou ocular com agitação ou diaforese
  • tremor e hiperreflexia
  • hipertonia e temperatura corporal > 38°C e clônus induzível ou ocular.

Após a interrupção de medicamentos serotoninérgicos, geralmente observa-se uma melhora rápida. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas.

O tratamento com tramadol concomitante com derivados cumarínicos (varfarina) deve ser cuidadosamente monitorado, devido a relatos de aumento no tempo de protrombina (INR) com maior sangramento e de equimoses em alguns pacientes.

Outros fármacos inibidores do CYP3A4, tais como o cetoconazol e a eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N-demetilação) e provavelmente também do metabólito ativo O-demetilado. A importância clínica de tal interação não foi estudada.

Em um número limitado de estudos a aplicação pré ou pós-operatória do antiemético antagonista 5-HT3 ondansetrona aumentou a necessidade de tramadol em pacientes com dor pós- operatória.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Armazenar em temperatura ambiente (15 a30°C). Proteger da luz e umidade.

O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas:

Cápsula gelatinosa dura com corpo na cor branca e tampa na cor azul, contendo granulado na cor branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

A dose deve ser ajustada à intensidade da dor e à sensibilidade individual do paciente. A menor dose efetiva para analgesia deve geralmente ser selecionada. A dose total diária de 400 mg de cloridrato de tramadol não deve ser excedida, exceto em circunstâncias clínicas especiais.

Objetivos do tratamento e descontinuação Antes de iniciar o tratamento com cloridrato de tramadol, uma estratégia de tratamento, incluindo duração e objetivos, e um plano para o término, devem ser acordados com o paciente, de acordo com as diretrizes de controle da dor. Durante o tratamento, deve haver contato frequente entre o médico e o paciente para avaliar a necessidade de continuação, considerar a descontinuação ou ajustar as dosagens, se necessário. Quando um paciente não precisar mais da terapia com cloridrato de tramadol, pode ser aconselhável reduzir a dose gradualmente para evitar sintomas de abstinência. Na ausência de controle adequado da dor, a possibilidade de hiperalgesia, tolerância e progressão da doença subjacente deve ser considerada (vide Seção 5.

Advertências e precauções).

Podem ocorrer sintomas de abstinência após a interrupção abrupta do tratamento com opioides (vide Seção

09

Reações adversas).

A menos que prescrito de outra forma, cloridrato de tramadol deve ser administrado como segue: cloridrato de tramadol cápsulas Adultos e adolescentes acima de 12 anos de idade 50 – 100 mg de cloridrato de tramadol a cada 4 ou 6 horas.

Crianças Devido a sua alta dosagem, as cápsulas não devem ser utilizadas em crianças abaixo de 12 anos de idade.

Método de administração As cápsulas devem ser engolidas inteiras, não partidas ou mastigadas, com líquido suficiente, com ou sem alimento.

Este medicamento não deve ser, aberto ou mastigado.

Pacientes idosos O ajuste de dose não é usualmente necessário em pacientes até 75 anos sem manifestação clínica de insuficiência hepática ou renal. Em pacientes idosos acima de 75 anos a eliminação pode ser prolongada. Portanto, se necessário, o intervalo entre as doses deve ser aumentado de acordo com os requerimentos do paciente.

Pacientes com insuficiência renal/diálise e hepática Em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática a eliminação de tramadol é atrasada. Nestes pacientes deve-se considerar o uso de intervalos maiores entre as doses de acordo com os requerimentos dos pacientes.

Duração do Tratamento O tramadol não deve sob nenhuma circunstância ser administrado por mais tempo que o absolutamente necessário. Se for necessário tratamento prolongado da dor devido à natureza e gravidade da doença, então monitoramento regular e cuidadoso deve ser feito (se necessário com interrupções no tratamento) para estabelecer se e em que extensão tratamento adicional é necessário.

09

Reações adversas

As reações adversas mais comumente relatadas são náusea e tontura, ambas ocorrendo em mais que 10% dos pacientes.

As frequências são definidas como:

Reação muito comum: ≥ 10% Reação comum: ≥ 1% e < 10% Reação incomum: ≥ 0,1% e < 1% Reação rara: ≥ 0,01% e < 0,1% Reação muito rara: < 0,01% Desconhecida: não pode ser estimada pelos dados disponíveis Transtornos cardíacos Incomum: regulação cardiovascular (palpitação, taquicardia). Estas reações adversas podem ocorrer especialmente no caso de administração intravenosa e em pacientes que estão fisicamente estressados.

Rara: bradicardia.

Investigações Rara: aumento na pressão sanguínea Transtornos vasculares Incomum: regulação cardiovascular (hipotensão postural ou colapso cardiovascular). Estas reações adversas podem ocorrer especialmente no caso de administração intravenosa e em pacientes que estão fisicamente estressados.

Transtornos endócrinos Casos de SIADH (síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético) foram relatados na literatura, embora uma relação causal para tramadol não tenha sido estabelecida.

Transtornos de metabolismo e nutrição:

Rara: alterações no apetite.

Desconhecida: hipoglicemia Casos de hiponatremia foram relatados na literatura, embora uma relação causal para tramadol não tenha sido estabelecida.

Transtornos respiratórios, torácicos e do mediastino Rara: depressão respiratória, dispneia.

Se as doses recomendadas forem excedidas consideravelmente e outras substâncias depressoras centrais forem administradas concomitantemente, depressão respiratória pode ocorrer.

Foi relatada piora de asma, embora não tenha sido estabelecida uma relação causal.

Desconhecida: síndrome da apneia central do sono.

Transtornos do sistema nervoso Muito comum: tontura.

Comum: dor de cabeça, sonolência.

Rara: transtornos da fala, parestesia, tremor, convulsão epileptiforme, contrações musculares involuntárias, coordenação anormal, síncope.

Convulsão ocorreu principalmente após a administração de altas doses de tramadol ou após o tratamento concomitante com fármacos que podem diminuir o limiar para crise convulsiva.

Transtornos psiquiátricos Rara: alucinação, confusão, distúrbios do sono, delírios, ansiedade e pesadelos.

Reações adversas psíquicas podem ocorrer após administração de tramadol, podendo variar individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade do paciente e duração do tratamento). Esses efeitos incluem alteração no humor (geralmente euforia, ocasionalmente disforia), alterações em atividade (geralmente supressão, ocasionalmente elevação) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (por ex.: comportamento de decisão, problemas de percepção). Pode ocorrer dependência da droga. Os sintomas das reações de abstinência, similares àquelas ocorrendo durante a retirada de opiáceos, podem ocorrer como segue: agitação, ansiedade, nervosismo, insônia, hipercinesia, tremor e sintomas gastrointestinais. Outros sintomas que foram vistos muito raramente com a descontinuação de tramadol incluem: ataques de pânico, ansiedade grave, alucinações, parestesias, zumbido e sintomas não usuais do SNC (como confusão, ilusões, despersonalização, desrealização, paranoia).

Transtornos do olho Rara: miose, midríase, visão turva.

Transtornos gastrintestinais Muito comum: náusea.

Comum: constipação, boca seca, vômito.

Incomum: ânsia de vômito, desconforto gastrintestinal (uma sensação de pressão no estômago, distensão abdominal), diarreia.

Transtornos da pele e tecidos subcutâneos Comum: hiperidrose.

Incomum: reações dérmicas (por ex.: prurido, rash, urticária).

Transtornos musculoesqueléticos e dos tecidos conectivos Rara: fraqueza motora.

Transtornos hepatobiliares Em poucos casos isolados foi relatado aumento nos valores das enzimas hepáticas em associação temporal com uso terapêutico de tramadol.

Transtornos do trato urinário e renal Rara: distúrbios de micção (disúria e retenção urinária).

Transtornos do sistema imune Rara: reações alérgicas (como dispneia, broncoespasmo, tosse, edema angioneurótico) e anafilaxia.

Transtornos gerais e condições do local de administração Comum: fadiga.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

Sintomas Em princípio, no caso de intoxicação com tramadol, são esperados sintomas similares aos de outros analgésicos de ação central (opioides). Estes incluem em particular miose, vômito, colapso cardiovascular, distúrbios de consciência podendo levar ao coma, convulsões e depressão respiratória até parada respiratória.

Tratamento Aplicar medidas de emergência gerais. Manter aberta a via respiratória (aspiração!), manter a respiração e circulação dependendo dos sintomas. O antídoto no caso de depressão respiratória é a naloxona. Em experimentos animais a naloxona não apresentou efeito no caso de convulsões. Em tais casos, deve-se administrar diazepam intravenosamente.

No caso de intoxicações com as formulações orais, a descontaminação gastrointestinal com carvão ativado ou por lavagem gástrica é recomendada somente dentro de 2 horas após a ingestão de tramadol. A descontaminação gastrointestinal mais tarde pode ser útil no caso de intoxicação com quantidades excepcionalmente grandes ou formulações de liberação prolongada.

O tramadol é minimamente eliminado do soro por diálise ou hemofiltração. Portanto, o tratamento de intoxicação aguda com cloridrato de tramadol apenas com hemodiálise ou hemofiltração não é apropriado para desintoxicação.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.6773.0257 Registrado por: LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP – CEP: 13186-901

Cnpj: 05.044.984/0001-26

INDÚSTRIA BRASILEIRA Produzido por: EMS S/A Hortolândia/SP Ou Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Manaus/AM

Venda sob prescrição

Com retenção da receita

SAC 0800-050 06 00 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 04/10/2024. bula-prof-673648-LEG-v3 H istó rico d e a ltera ção p a ra a b u la D a d o s d a su b m issã o eletrô n ica D ad o s d a p etiçã o /n o tifica çã o q u e a ltera b u la D a d o s d a s a ltera çõ es d e b u la s D a ta d o ex p ed ien te N º. ex p ed ien te A ssu n to D a ta d o ex p ed ien te N º. ex p ed ien te A ssu n to D a ta d a a p rov a ção Iten s d e b u la V ersõ es (V P /V P S ) A p resen ta çõ es rela cio n a d a s 1 2 /0 7 /20 1 3 0 5 6 436 6 /13 -0 1 0 4 59 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T ex to d e B u la ------------N ão ho uv e alteração n o tex to d e bula.

S u b m issão eletrô n ica apen as p ara d isp o n ib ilização d o tex to d e bu la n o B u lário eletrô n ico d a A N V IS A .

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3 0 /1 2 /20 1 3 1 0 8 560 2 /13 -1 (1 0 45 2 ) – G E N É R IC O – N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – R D C 6 0 /1 2 ------------A tu alização d e tex to d e b u la co n fo rm e bu la pad rão p ub licad a n o bulário .

S u b m issão eletrô n ica p ara d isp o n ib ilização do tex to d e b u la no B u lário eletrôn ico d a A N V IS A .

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  • “Iden tificação d o M ed icam en to ”;
  • “1 .P ara quê este m ed icam en to é in dicad o ?”;
  • “2 . C o m o este m ed icam ento fu n ciona?”;
  • “3 . Q u an d o n ão d evo u sar este m ed icam en to ?”;
  • “4. O qu e d ev o sab er an tes d e u sar este m ed icam en to?”;
  • “6 . C o m o u sar este m ed icam en to ?”;
  • “7 . O qu e d evo fazer q u an do eu m e esq u ecer de u sar este m ed icam en to?”;
  • “8 . Q u ais o s m ales qu e este m ed icam en to p ode m e cau sar?”;

V P 5 0 m g em em b alagen s co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 60 cáp su las.

  • “9 . O qu e fazer se alg u ém u sar u m a quan tid ad e m aio r d o q u e a in d icad a d este m ed icam en to ?”.
  • “Iden tificação d o M ed icam en to ”;
  • “3 . C aracterísticas farm aco lóg icas.”
  • “5 . A dv ertên cias e p recau çõ es.”
  • “6 . In teraçõ es m ed icam en tosas.”
  • “8 . P o so lo g ia.”
  • “9 . R eaçõ es ad versas.” V P S 2 4 /0 2 /20 1 6 1 2 9 649 9 /16 -9 1 0 4 52 – G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – R D C 6 0 /1 2 2 8 /1 2 /20 1 5 1 1 2 092 7 /15-5 1 0 2 49 -G E N É R IC O
  • Inclu são d e lo cal d e fab ricação d o m ed icam en to d e lib eração co n ven cio n al co m p razo d e an álise 0 1 /0 2 /20 1 6 D izeres legais V P /V P S 5 0 m g em em b alagen s co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 60 cáp su las.

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5 . A d v ertên cias e p recau çõ es 9 . R eações ad v ersas V P /V P S 5 0 m g em em b alagen s co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 60 cáp su las.

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2 2 /0 7 /20 2 1 2 8 6 050 0 /21 -9 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 _ _ _ _ 8 . Q u ais o s m ales q ue este m ed icam en to p o de m e cau sar?

D izeres legais 3 . C aracterísticas farm aco lóg icas 5 . A d v ertên cias e p recau çõ es 9 . R eações ad v ersas D izeres legais V P /V P S 5 0 m g em em b alagen s co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 60 e 50 0 (E M B . H O S P .) cáp su las.

1 4 /0 9 /20 2 2 4 6 9 072 1 /22 -0 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A D IZ E R E S L E G A IS V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 o u 6 0 u n id ad es.

2 3 /1 2 /20 2 2 5 0 9 172 7 /22 -1 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A 8 . Q U A IS O S M A L E S Q U E E S T E M E D IC A M E N T O P O D E M E C A U S A R ?

2 . R E S U L T A D O S D E E F IC Á C IA 3 . C A R A C T E R ÍS T IC A S F A R M A C O L Ó G IC A S 4 . C O N T R A IN D IC A Ç Õ E S 5 . A D V E R T Ê N C IA S E P R E C A U Ç Õ E S V P V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 o u 6 0 u n id ad es.

1 7 /1 0 /20 2 3 1 1 1 044 5 /23 -7 1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o N /A N /A N /A N /A 4 . O Q U E D E V O S A B E R A N T E S D E U S A R E S T E M E D IC A M E N T O ?

8 . q u a is o s m a l e s q u e e s t e m e d ic a m e n t o p o d e m e c a u s a r ?

V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 o u 6 0 u n id ad es.

B u lário R D C 6 0 /1 2 2 . R E S U L T A D O S D E E F IC Á C IA 3 . C A R A C T E R ÍS T IC A S F A R M A C O L Ó G IC A S 5 . A D V E R T Ê N C IA S E P R E C A U Ç Õ E S 9. R E A Ç Õ E S A D V E R S A S 1 8 /1 2 /20 2 4 -1 0 4 52 -G E N É R IC O -N o tificação d e A lteração d e T ex to d e B u la – p u b licação n o B u lário R D C 6 0 /1 2 N /A N /A N /A N /A 3 .

Q u a n d o n ã o d e v o u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?

4 .

O q u e d e v o s a b e r a n t e s d e u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?

5 . O N D E , C O M O E P O R Q U A N T O T E M P O P O S S O G U A R D A R E S T E M E D IC A M E N T O ?

6 . c o m o d e v o u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?

Iii - d iz e r e s l e g a is 2 .

R e s u l t a d o s d e e f ic á c ia 4 . c o n t r a in d ic a ç õ e s 5 .

A d v e r t ê n c ia s e p r e c a u ç õ e s 6 .

In t e r a ç õ e s m e d ic a m e n t o s a s 7 .

C U ID A D O S D E A R M A Z E N A M E N T O D O M E D IC A M E N T O 8 . P O S O L O G IA E M O D O D E U S A R 9 . R E A Ç Õ E S A D V E R S A S

III – D IZ E R E S L E G A IS V P /V P S C áp su la d u ra d e 5 0 m g .

E m b alag em co n ten do 1 0, 2 0 , 3 0 , 60 o u 5 00 * u n id ad es.

*E m b alag em h o sp italar

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
50 MG CAP DURA CT BL AL PLAS OPC X 10 Sem tarja7894916141550R$ 45,56
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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