Bula de Atenolol
Genérico · EMS S/A · Reg. MS 1.0235.0458
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
atenolol
EMS S/A Comprimido 25 mg / 50 mg / 100 mg atenolol “Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999”
Apresentações
Comprimido de 25 mg. Embalagem contendo 30, 60 ou 300* unidades.
*Embalagem hospitalar Comprimido de 50 mg e 100 mg. Embalagem contendo 28, 30, 60 ou 300* unidades.
*Embalagem hospitalar
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de 25 mg contém: atenolol...................................................................................................................................................25 mg excipiente* q.s.p.....................................................................................................................................1 com Cada comprimido de 50 mg contém: atenolol...................................................................................................................................................50 mg excipiente* q.s.p.....................................................................................................................................1 com Cada comprimido de 100 mg contém: atenolol.................................................................................................................................................100 mg excipiente* q.s.p.....................................................................................................................................1 com *talco, croscarmelose sódica, lactose monoidratada, laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio, carbonato de magnésio, celulose microcristalina, dióxido de silício, ácido esteárico.
Para que este medicamento é indicado?
O atenolol é indicado para o controle da hipertensão arterial (pressão alta), controle da angina pectoris (dor no peito ao esforço), controle de arritmias cardíacas, infarto do miocárdio e tratamento precoce e tardio após infarto do miocárdio.
Como este medicamento funciona?
O atenolol age preferencialmente sobre os receptores localizados no coração e na circulação, reduzindo a pressão arterial, quando usado continuamente.
O atenolol começa a ter uma ação significativa dentro de 1 hora após sua administração por via oral, atingindo seu efeito máximo em 2 a 4 horas. Esse efeito é mantido por no mínimo 24 horas.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve utilizar atenolol nas seguintes situações:
- Conhecida hipersensibilidade (alergia) ao atenolol ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
- Bradicardia (batimentos lentos do coração).
- Choque cardiogênico (comprometimento importante da função do coração em bombear sangue aos tecidos).
- Hipotensão (pressão arterial baixa ou muito baixa).
- Acidose metabólica (alteração metabólica na qual o pH do sangue é baixo).
- Problemas graves de circulação arterial periférica (nas extremidades).
- Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau (tipo de arritmia que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração).
- Síndrome do nodo sinusal (doença no local de origem dos impulsos elétricos do coração).
- Portadores de feocromocitoma (tumor benigno da glândula adrenal ou suprarrenal) não tratado.
- Insuficiência cardíaca descompensada.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
O atenolol deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
- Em pacientes com insuficiência cardíaca controlada (compensada).
- Em pacientes que sofrem de um tipo particular de dor no peito (angina), chamada de angina de Prinzmetal.
- Em pacientes com problemas na circulação arterial periférica (nas extremidades).
- Em pacientes com bloqueio cardíaco de primeiro grau (tipo de arritmia que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração).
- Em pacientes portadores de diabetes, pois o atenolol pode mascarar o aumento da taquicardia (frequência cardíaca) secundária à hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue) e também os sinais de tireotoxicose (problemas na tireoide).
- Em pacientes com história de reação anafilática a uma variedade de alérgenos, pois o atenolol pode fazer com que a reação a tais alérgenos seja mais grave.
- Em pacientes grávidas, tentando engravidar ou amamentando.
- Em pacientes com problemas pulmonares, como asma ou falta de ar.
Se o paciente for internado, a equipe médica e em especial o anestesiologista (se o paciente for se submeter a uma cirurgia) devem ser informados que o paciente está tomando atenolol.
Em pacientes que sofrem de doença isquêmica do coração (exemplos: angina e infarto), o atenolol não deve ser descontinuado abruptamente. Não se espera que o atenolol afete a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.
De forma geral, os medicamentos chamados betabloqueadores podem reduzir a circulação sanguínea entre a mãe e o bebê durante a gravidez. Essa redução do fluxo pode aumentar o risco de atraso no crescimento do feto, risco de o bebê nascer menor do que o esperado (recém-nascido pequeno para a idade gestacional), morte intrauterina (a partir da 20ª semana), aborto ou parto prematuro.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Não há experiência clínica em crianças, por esta razão, não é recomendado o uso de atenolol em crianças.
Este medicamento pode causar doping.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Interações medicamentosas O atenolol deve ser utilizado com cuidado em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: verapamil, diltiazem, nifedipino, glicosídeos digitálicos, clonidina, disopiramida, amiodarona, adrenalina (agentes simpatomiméticos), indometacina ou ibuprofeno (para alívio da dor), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), rivastigmina, fingolimode, lacosamida, iohexol e anestésicos. O resultado do tratamento poderá ser alterado se o atenolol for tomado ao mesmo tempo que estes medicamentos. Podem ocorrer alterações nos resultados de exames laboratoriais referentes aos níveis de transaminases (avaliação da função do fígado) e muito raramente alteração nos exames imunológicos (anticorpos antinucleares).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30°C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto do medicamento:
Comprimido de 25 mg, na cor branca, circular, biconvexo e monossectado.
Comprimido de 50 mg e 100 mg, na cor branca, circular, plano e monossectado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
O comprimido de atenolol deve ser administrado por via oral, com água, de preferência no mesmo horário todos os dias.
O paciente não deve utilizar atenolol se estiver em jejum por tempo prolongado.
Posologia:
- Hipertensão: a maioria dos pacientes responde a 1 dose única oral diária de 50 a 100 mg. O efeito pleno será alcançado após 1 ou 2 semanas. Pode-se conseguir uma redução adicional na pressão arterial combinando-se o atenolol com outros agentes anti-hipertensivos.
- Angina: a maioria dos pacientes com angina pectoris responde a 1 dose única oral diária de 100 mg ou 50 mg administrados 2 vezes ao dia. É improvável que se obtenha benefício adicional com o aumento da dose.
- Arritmias Cardíacas: com a arritmia controlada, a dose de manutenção adequada é de 50 a 100 mg uma vez ao dia.
- Infarto do Miocárdio: para pacientes após alguns dias da ocorrência de um infarto agudo do miocárdio, recomenda-se 1 dose oral de 100 mg diários de atenolol para profilaxia a longo prazo do infarto do miocárdio.
- Idosos: os requisitos de dose podem ser reduzidos, especialmente em pacientes com função renal comprometida.
- Crianças: não há experiência pediátrica com atenolol e, por esta razão, não é recomendado para uso em crianças.
- Insuficiência Renal: uma vez que o atenolol é excretado por via renal, a dose deve ser reduzida nos casos de comprometimento grave da função renal. Não ocorre acúmulo significativo de atenolol em pacientes que tenham clearance de creatinina superior a 35 mL/min/1,73m 2 (a faixa normal é de 100-150 mL/min/1,73m 2). Para pacientes com clearance de creatinina de 15-35 mL/min/1,73m 2 (equivalente a creatinina sérica de 300-600 μmol/L), a dose oral deve ser de 50 mg diários. Para pacientes com clearance de creatinina menor que 15 mL/min/1,73m 2 (equivalente a creatinina sérica > 600 μmol/L), a dose oral deve ser de 25 mg diários ou de 50 mg em dias alternados. Os pacientes que se submetem à hemodiálise devem receber 50 mg após cada diálise. A administração deve ser feita sob supervisão hospitalar, uma vez que podem ocorrer acentuadas quedas na pressão arterial. Se o paciente se esquecer de tomar uma dose de atenolol, deve tomá-la assim que lembrar, mas o paciente não deve tomar duas doses ao mesmo tempo.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso você se esqueça de tomar uma dose de atenolol, deve tomá-lo assim que lembrar, mas não tome duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas com o uso de atenolol:
- Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): bradicardia (batimentos lentos do coração), mãos e pés frios, alterações gastrointestinais, depressão, embolia pulmonar e fadiga (cansaço).
- Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): distúrbios do sono e elevação de enzimas do fígado no sangue (transaminases).
- Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): piora da insuficiência cardíaca, início de alteração do ritmo cardíaco (desencadeamento de bloqueio cardíaco), queda da pressão por mudança de posição (que pode estar associada a desmaio), claudicação intermitente (dor ao caminhar, devido a suspensão da circulação local no músculo da perna) pode ser aumentada se esta já estiver presente, em pacientes susceptíveis ao fenômeno de Raynaud (condição que reduz o fluxo sanguíneo nas extremidades), tontura, cefaleia (dor de cabeça), formigamento, alterações de humor, pesadelos, confusão, psicoses (distúrbio mental sério), alucinações, boca seca, alterações da função do fígado, púrpura (tipo de doença no sangue), trombocitopenia (redução das plaquetas do sangue), alopecia (queda de cabelo), reações na pele semelhantes à psoríase (com manchas escamosas duras e avermelhadas), exacerbação da psoríase, erupções na pele, olhos secos, distúrbios na visão, impotência sexual e broncoespasmo (chiado no peito) em pacientes com asma brônquica ou com histórico de queixas asmáticas.
- Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): aumento de um tipo de fator imunológico no sangue (anticorpos antinucleares – ANA).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Os seguintes sintomas podem ocorrer no caso de uso de uma quantidade maior do que a indicada de atenolol: bradicardia (batimento lento do coração), hipotensão (pressão baixa), insuficiência cardíaca aguda e broncoespasmo (chiado no peito).
O tratamento geral deve incluir: monitorização cuidadosa, tratamento em unidade de terapia intensiva, uso de lavagem gástrica, carvão ativado e um laxante para prevenir a absorção de qualquer substância ainda presente no trato gastrointestinal, o uso de plasma ou substitutos do plasma para tratar hipotensão e choque.
Hemodiálise ou hemoperfusão também podem ser consideradas.
O médico poderá utilizar medicamentos específicos para controlar os sintomas de superdose de atenolol.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.0458 Registrado e produzido por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65 Indústria Brasileira Ou Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Manaus/AM
Venda sob prescrição
SAC: 0800-019 19 14 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/12/2025. bula-pac-014731-EMS-v3
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
atenolol
EMS S/A Comprimido 25 mg / 50 mg / 100 mg atenolol “Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999”
Apresentações
Comprimido de 25 mg. Embalagem contendo 30, 60 ou 300* unidades.
*Embalagem hospitalar Comprimido de 50 mg e 100 mg. Embalagem contendo 28, 30, 60 ou 300* unidades.
*Embalagem hospitalar
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de 25 mg contém: atenolol....................................................................................................................................................................25 mg excipiente* q.s.p......................................................................................................................................................1 com Cada comprimido de 50 mg contém: atenolol....................................................................................................................................................................50 mg excipiente* q.s.p......................................................................................................................................................1 com Cada comprimido de 100 mg contém: atenolol..................................................................................................................................................................100 mg excipiente* q.s.p......................................................................................................................................................1 com *talco, croscarmelose sódica, lactose monoidratada, laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio, carbonato de magnésio, celulose microcristalina, dióxido de silício, ácido esteárico.
Indicações
O atenolol é indicado para:
Controle da hipertensão arterial.
Controle da angina pectoris.
Controle de arritmias cardíacas.
Tratamento do infarto do miocárdio. Intervenção precoce e tardia após infarto do miocárdio.
Resultados de eficácia
Hipertensão Os efeitos clássicos de fármacos betabloqueadores são ampla e efetivamente usados para iniciar o tratamento da hipertensão em homens adultos e mulheres de qualquer idade. Betabloqueadores são recomendados pelos grupos de trabalho da Sociedade Britânica de Hipertensão (BHS), o Comitê Nacional de Detecção, Avaliação e tratamento da Hipertensão arterial (JNC) nos Estados Unidos e as regras conjuntas da Organização Mundial de Saúde e Sociedade Internacional de Hipertensão (OMS / ISH).
Betabloqueadores estão sendo adequados e extensivamente testados em estudos de mortalidade de longo prazo.
Estudos recentes com atenolol têm confirmado consistentemente os benefícios na redução da pressão arterial na população com mais de 60 anos de idade. Esses estudos também indicam que o atenolol reduz a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC) (Coope J, Warrender TS. British Medical Journal (1986); 293: 1145; SHEP Cooperative Research Group. Journal American Medical Association (1991); 265: 3255; Dahlof B et al. Lancet (1991); 388 (8778): 1281; MRC Working Party. British Medical Journal (1992); 304: 405). Esses estudos indicam que o atenolol reduz a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Muitos investigadores são de opinião de que, quando dados em doses equipotentes, todos os betabloqueadores são igualmente eficazes no tratamento da hipertensão. Uma ampla revisão da literatura mundial (Mc Ainsh J, Davis JM e Cruickshank JM. Acta Therapeutical (1992); 18 (4): 373) examinou a capacidade de diferentes tipos de betabloqueadores em abaixar a pressão arterial e comparou o efeito anti-hipertensivo do atenolol com outras terapias.
Pelo agrupamento dos resultados da maioria dos estudos controlados e aleatorizados, envolvendo mais de 3.000 pacientes, foi demonstrado que atenolol diminui a pressão arterial sistólica mais significativamente do que o propranolol, metoprolol e oxiprenolol (p < 0,01) e pressão arterial diastólica mais significativamente do que o propranolol, metoprolol, oxiprenolol, pindolol (p < 0,01), acebutolol e labetolol (p < 0,05). A maioria dos estudos incluídos na pesquisa foi de alta qualidade e foram utilizadas dosagens apropriadas. Não existem diferenças significantes na pressão arterial de repouso entre atenolol e antagonistas de cálcio. Os inibidores da ECA, enalapril e lisinopril, diminuíram a pressão arterial sistólica de repouso em um maior grau que o atenolol, mas o contrário é verdadeiro para o captopril.
Recentemente, uma avaliação pelo Grupo de Estudo Prospectivo do Diabético (UK Prospective Diabetes Study Group
- UKPDS 38 e 39) do atenolol em pacientes hipertensos com diabetes tipo II, demonstrou outros benefícios na terapia anti-hipertensiva sob condições mais estreitas (pressão arterial < 150-185 mmHg), na prevalência de micro e macro angiopatias com monitoração em um período de 9 anos.
Angina Uma ampla revisão da literatura mundial (Mc Ainsh J, Davis JM e Cruickshank JM. Acta Therapeutical (1992); 18 (4): 373) comparou a eficácia do atenolol com outras classes de fármacos para terapia antianginosa. A revisão incluiu mais de 1.000 pacientes, a maioria de estudos duplo-cego randomizados.
O atenolol foi benéfico para ambas as variáveis, subjetivas (ataque de angina ou consumo de gliceril trinitrato) e objetivas (teste de esforço), e foi considerado ao menos tão bom quanto outros betabloqueadores e outras classes de fármacos para angina estável e instável.
Os resultados do estudo bem controlado de isquemia silenciosa com atenolol (Pepine CJ et al. Circulation (1994);
90(2): 762), sugeriram um efeito benéfico do tratamento com atenolol em pacientes com isquemia monitorada por eletrocardiograma ambulatorial (AECG). O atenolol reduziu incidentes de relatos de isquemia e melhorou incidentes de sobrevivência livre de eventos.
Arritmias Cardíacas Como com outros betabloqueadores, o atenolol está indicado para o tratamento de arritmias, inicialmente por via endovenosa e com a manutenção por via oral.
Dados publicados mostraram que o atenolol é no mínimo tão eficiente quanto outros fármacos da mesma classe antiarrítmica, para tratamento de arritmias supraventriculares, fibrilação atrial e “flutter” atrial. A capacidade de reduzir arritmias ventriculares em infarto do miocárdio agudo é também bem reconhecida (Yusuf S, Sleight P, Rossi P et al. Circulation (1983); 67 (6) Part II).
Embora betabloqueadores tenham uma função limitada no tratamento geral de taquiarritmias ventriculares com risco de vida, foram descritos sucessos com atenolol (Moore VE, Cruickshank JM (1992) Beta-blockers and Cardiac Arrhythmias. Editor: Deedwania PC, 181).
Infarto do Miocárdio As bases da indicação “intervenção precoce após infarto do miocárdio agudo” foram estudadas no estudo Oxford-Wythenshawe (Yusuf S, Sleight P, Rossi P et al. Circulation (1983); 67 (6) Part II) que mostrou reduções significativas nas dimensões do infarto, arritmia e dor no peito após uso de atenolol i.v.
Esses achados foram concretizados pelo ISIS-1 (First International Study of Infarct Survival - Primeiro Estudo Internacional de Sobrevivência ao Infarto) em estudos envolvendo mais de 16.000 pacientes com infarto do miocárdio.
O atenolol mostrou uma significativa redução na mortalidade (1 para 200 pacientes tratados) durante uma média de 7 dias de tratamento.
A aplicação da indicação da intervenção tardia após infarto agudo do miocárdio foi baseada em uma revisão das publicações de dados de uso de betabloqueadores a longo prazo após suspeita de infarto do miocárdio. Embora os dados com uso de atenolol sejam muito limitados, a propriedade importante do bloqueio dos receptores beta-1 para a eficácia sugere que os betabloqueadores reduzem a mortalidade em 25-30% como foi observado com agentes não-seletivos (propranolol e timolol) e beta-seletivos (metoprolol). O benefício era maior, quanto maior fosse a redução da frequência cardíaca de repouso (Kjerkshus JK. American Journal Cardiology (1986); 57: 43F). Isto mostra que esses tratamentos salvam vidas (Yusuf S, Peto R, Lewis J. Prog Cardiovas Disease (1985); XXVII (5): 335; Lancet 1982;1 (8282): 1159).
Características farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas O atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo (isto é, age preferencialmente sobre os receptores adrenérgicos beta-1 do coração), no entanto, a seletividade diminui com o aumento da dose. O atenolol não possui atividade simpatomimética intrínseca nem atividade estabilizadora de membrana. Assim como outros betabloqueadores, o atenolol possui efeitos inotrópicos negativos, portanto, é contraindicado em insuficiência cardíaca descompensada. Como ocorre com outros agentes betabloqueadores, o mecanismo de ação do atenolol no tratamento da hipertensão não está completamente elucidado.
É provável que a ação do atenolol na redução da frequência e contractilidade cardíacas faça com que ele se mostre eficaz na eliminação ou redução dos sintomas de pacientes com angina.
É improvável que quaisquer propriedades adicionais do S-(-)-atenolol, em comparação com a mistura racêmica, originem efeitos terapêuticos diferentes.
O atenolol é efetivo e bem tolerado na maioria das populações étnicas, apesar da possibilidade de sua resposta ser menor em pacientes negros.
O atenolol é compatível com diuréticos, outros agentes anti-hipertensivos e agentes antianginosos.
Propriedades Farmacocinéticas A absorção do atenolol após administração oral é consistente, mas incompleta (aproximadamente 40-50%), com picos de concentração plasmática ocorrendo de 2 a 4 horas após a administração. Os níveis sanguíneos do atenolol são consistentes e sujeitos a pequena variabilidade. Não há metabolismo hepático significativo, e mais de 90% de atenolol absorvido alcança a circulação sistêmica na forma inalterada. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 6 horas, mas pode se elevar na presença de insuficiência renal grave, uma vez que os rins são a principal via de eliminação. O atenolol penetra muito pouco nos tecidos devido a sua baixa solubilidade lipídica, e sua concentração no tecido cerebral é baixa. Sua taxa de ligação às proteínas plasmáticas é baixa (aproximadamente 3%).
O atenolol é efetivo por pelo menos 24 horas após dose oral única diária. Essa simplicidade de dose facilita a adesão do paciente ao tratamento.
Dados de segurança pré-clínica O atenolol é uma substância na qual adquiriu-se uma extensa experiência clínica.
Contraindicações
O atenolol, assim como outros betabloqueadores, não deve ser usado nas seguintes situações:
- conhecida hipersensibilidade ao atenolol ou aos outros componentes da fórmula
- bradicardia
- choque cardiogênico
- hipotensão
- acidose metabólica
- distúrbios graves da circulação arterial periférica
- bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau
- síndrome do nodo sinusal
- feocromocitoma não tratado
- insuficiência cardíaca descompensada
Advertências e precauções
As precauções e advertências apresentadas a seguir devem ser consideradas para o atenolol, assim como para outros betabloqueadores.
Embora contraindicado em insuficiência cardíaca descompensada, o atenolol pode ser usado em pacientes cujos sinais de insuficiência cardíaca tenham sido controlados. Deve-se tomar cuidado com pacientes cuja reserva cardíaca esteja diminuída.
O atenolol pode aumentar o número e a duração dos ataques de angina em pacientes com angina de Prinzmetal, devido à vasoconstrição da artéria coronária mediada por receptores alfa sem oposição. Uma vez que o atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo, seu uso pode ser considerado, embora se deva ter o máximo de cautela.
Embora contraindicado em distúrbios graves da circulação arterial periférica, o atenolol também pode agravar distúrbios menos graves da circulação arterial periférica.
O atenolol deve ser administrado com cautela em pacientes com bloqueio cardíaco de primeiro grau, devido ao seu efeito negativo sobre o tempo de condução.
O atenolol pode modificar a taquicardia da hipoglicemia e pode mascarar os sinais de tireotoxicose.
Como resultado da ação farmacológica, o atenolol poderá reduzir a frequência cardíaca. Nos raros casos em que um paciente tratado desenvolver sintomas que possam ser atribuíveis a uma baixa frequência cardíaca, a dose pode ser reduzida.
O atenolol não deve ser descontinuado abruptamente em pacientes que sofrem de doença cardíaca isquêmica. O atenolol pode causar uma reação mais grave a uma variedade de alérgenos quando administrado a pacientes com história de reação anafilática a tais alérgenos. Estes pacientes podem não responder às doses usuais de adrenalina utilizadas no tratamento de reações alérgicas.
O atenolol pode causar um aumento na resistência das vias aéreas em pacientes asmáticos. Uma vez que o atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo, seu uso pode ser considerado, embora se deva ter o máximo de cautela. Se ocorrer aumento da resistência das vias aéreas, o atenolol deve ser descontinuado e, se necessário, deve ser administrada terapia broncodilatadora (por exemplo: salbutamol).
Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes idosos, com insuficiência renal e nas diferentes indicações, vide “POSOLOGIA E MODO DE USAR”.
O uso desta medicação associada à terapia convencional pós infarto agudo do miocárdio pode aumentar a ocorrência de casos de embolia pulmonar.
Após a interrupção abrupta de certos agentes bloqueadores beta, ocorreram exacerbações da angina de peito e, em alguns casos, infarto do miocárdio e arritmias ventriculares.
Como ocorre com outros betabloqueadores, quando é planejada a interrupção do atenolol, os pacientes devem ser cuidadosamente observados e aconselhados a minimizar a atividade física, sendo aconselhada a retirada da droga de forma gradual até a sua interrupção total.
O paciente não deve interromper o tratamento sem a orientação do médico.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: é improvável que o uso de atenolol resulte em comprometimento da capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Entretanto, deve ser levado em consideração que ocasionalmente pode ocorrer tontura ou fadiga.
Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente no início do tratamento ou até saber como o medicamento afeta você.
Uso durante a gravidez e lactação: Categoria de risco na gravidez: D.
Em geral, bloqueadores dos beta-adrenoreceptores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado a um atraso do crescimento do feto, recém-nascido pequeno para a idade gestacional, morte intrauterina, aborto ou parto prematuro Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
O atenolol atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical. Não foram realizados estudos sobre o uso de atenolol no primeiro trimestre e a possibilidade de danos fetais não pode ser excluída. O atenolol tem sido utilizado sob supervisão cuidadosa para o tratamento de hipertensão no terceiro trimestre. A administração de atenolol a gestantes para o controle da hipertensão de leve a moderada foi associada a retardo no crescimento intrauterino. O uso de atenolol em mulheres que estejam grávidas ou que possam engravidar requer que os benefícios antecipados sejam avaliados contra os possíveis riscos, particularmente no primeiro e no segundo trimestres de gravidez. Há acúmulo significativo de atenolol no leite materno.
Os neonatos nascidos de mães em uso de atenolol, durante a gravidez ou na amamentação, podem apresentar risco de hipoglicemia e bradicardia. Deve-se ter cuidado quando atenolol é administrado durante a gravidez ou para mulheres que estejam amamentando.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Não há experiência clínica em crianças, por esta razão, não é recomendado o uso de atenolol em crianças.
Este medicamento pode causar doping.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Interações medicamentosas
O uso combinado de betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio com efeitos inotrópicos negativos, como por exemplo, verapamil e diltiazem, pode levar a um aumento destes efeitos, particularmente em pacientes com função ventricular comprometida e/ou anormalidades de condução sinoatrial ou atrioventricular. Isso pode resultar em hipotensão grave, bradicardia e insuficiência cardíaca. Nenhuma destas substâncias deve ser administrada intravenosamente antes da descontinuação da outra por 48 horas.
A terapia concomitante com diidropiridinas, como por exemplo, nifedipino, pode aumentar o risco de hipotensão e pode ocorrer insuficiência cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca latente. A associação de glicosídeos digitálicos com betabloqueadores pode aumentar o tempo de condução atrioventricular.
Os betabloqueadores podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode ocorrer após a retirada da clonidina. Se estas substâncias forem coadministradas, o betabloqueador deve ser descontinuado vários dias antes da retirada da clonidina. Se for necessário substituir o tratamento de clonidina por betabloqueador, a introdução do betabloqueador deve ser feita vários dias após a interrupção da administração da clonidina.
Antiarrítmicos Classe 1 (por exemplo a disopiramida) e amiodarona podem potencializar o efeito no tempo de condução atrial e induzir efeito negativo inotrópico.
O uso concomitante de agentes simpatomiméticos, por exemplo, adrenalina, pode neutralizar os efeitos dos betabloqueadores.
O uso concomitante de inibidores da prostaglandina sintetase (por exemplo: ibuprofeno, indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensores dos betabloqueadores.
O uso simultâneo de bloqueadores beta-adrenérgicos e AINEs pode resultar em aumento da pressão arterial. O uso concomitante de rivastigmina e betabloqueadores pode resultar em efeitos bradicárdicos aditivos. O uso simultâneo de atenolol e fingolimode pode resultar na diminuição da frequência cardíaca ou da condução atrioventricular, o que pode resultar em grave bradicardia ou ainda bloqueio do coração.
O uso simultâneo de lacosamida e de medicamentos que prolongam o intervalo PR pode resultar em risco aumentado de prolongamento do intervalo PR, bloqueio atrioventricular, bradicardia e taquiarritmia ventricular.
O uso concomitante do Iohexol e de bloqueadores beta-adrenérgicos pode resultar em um limiar mais baixo para reações de contraste, aumento do risco de reação ao contraste mais grave, eficácia reduzida ao tratamento bem como reação de hipersensibilidade.
Deve-se ter cautela ao administrar agentes anestésicos com atenolol. O anestesista deve ser informado e a escolha do anestésico deve recair sobre um agente com a menor atividade inotrópica negativa possível. O uso de betabloqueadores com substâncias anestésicas pode resultar em atenuação da taquicardia de reflexo e aumento do risco de hipotensão.
Agentes anestésicos que causam depressão miocárdica devem ser evitados.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30°C). Proteger da luz e umidade.
O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido de 25 mg, na cor branca, circular, biconvexo e monossectado.
Comprimido de 50 mg e 100 mg, na cor branca, circular, plano e monossectado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Modo de usar O comprimido de atenolol deve ser administrado por via oral, com água, de preferência no mesmo horário todos os dias. O paciente não deve utilizar atenolol se estiver em jejum por tempo prolongado.
Posologia:
- Hipertensão: a maioria dos pacientes responde a 1 dose única oral diária de 50 a 100 mg. O efeito pleno será alcançado após 1 ou 2 semanas. Pode-se conseguir uma redução adicional na pressão arterial combinando-se o atenolol com outros agentes anti-hipertensivos.
- Angina: a maioria dos pacientes com angina pectoris responde a 1 dose única oral diária de 100 mg ou 50 mg administrados 2 vezes ao dia. É improvável que se obtenha benefício adicional com o aumento da dose.
- Arritmias Cardíacas: com a arritmia controlada, a dose de manutenção adequada é de 50 a 100 mg uma vez ao dia.
- Infarto do Miocárdio: para pacientes que se apresentarem alguns dias após sofrerem um infarto agudo do miocárdio, recomenda-se 1 dose oral de 100 mg diários de atenolol para profilaxia a longo prazo do infarto do miocárdio.
- Idosos: os requisitos de dose podem ser reduzidos, especialmente em pacientes com função renal comprometida.
- Crianças: não há experiência pediátrica com atenolol e, por esta razão, não é recomendado para uso em crianças.
- Insuficiência Renal: uma vez que atenolol é excretado por via renal, a dose deve ser reduzida nos casos de comprometimento grave da função renal. Não ocorre acúmulo significativo de atenolol em pacientes que tenham clearance de creatinina superior a 35 mL/min/1,73m 2 (a faixa normal é de 100-150 mL/min/1,73m 2). Para pacientes com clearance de creatinina de 15-35 mL/min/1,73m 2 (equivalente a creatinina sérica de 300-600 μmol/L), a dose oral deve ser de 50 mg diários. Para pacientes com clearance de creatinina menor que 15 mL/min/1,73m 2 (equivalente a creatinina sérica > 600 μmol/L), a dose oral deve ser de 25 mg diários ou de 50 mg em dias alternados.
Os pacientes que se submetem à hemodiálise devem receber 50 mg após cada diálise. A administração deve ser feita sob supervisão hospitalar, uma vez que podem ocorrer acentuadas quedas na pressão arterial.
Se o paciente se esquecer de tomar uma dose de atenolol, deve tomá-la assim que lembrar, mas o paciente não deve tomar duas doses ao mesmo tempo.
Reações adversas
O atenolol é bem tolerado. Em estudos clínicos, as possíveis reações adversas relatadas são geralmente atribuíveis às ações farmacológicas do atenolol.
Os eventos adversos descritos a seguir, listados por sistemas, foram relatados com as seguintes definições de frequência: comum (≥ 1/100 e < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100), raro (≥ 1/10.000 e < 1/1.000) e muito raro (< 1/10.000) incluindo relatos isolados.
Desordens cardíacas Comum: bradicardia.
Rara: piora da insuficiência cardíaca, desencadeamento de bloqueio cardíaco.
Desordens vasculares Comum: extremidades frias.
Rara: hipotensão postural que pode ser associada à síncope, claudicação intermitente pode ser aumentada se esta já estiver presente, em pacientes susceptíveis ao fenômeno de Raynaud.
Desordens do sistema nervoso Rara: tontura, cefaleia e parestesia.
Desordens psiquiátricas Comum: Depressão Incomum: distúrbios do sono que podem ser notados com outros tipos de betabloqueadores.
Rara: alterações do humor, pesadelos, confusão, psicoses e alucinações.
Desordens gastrointestinais Comum: distúrbios gastrointestinais.
Rara: boca seca.
Avaliações laboratoriais Incomum: elevação dos níveis das transaminases.
Muito rara: aumentos na concentração de anticorpos antinucleares (ANA) foram observados. Entretanto, a sua relevância clínica não está clara.
Desordens hepatobiliares Rara: toxicidade hepática incluindo colestase intra-hepática.
Desordens do sangue e sistema linfático Rara: púrpura e trombocitopenia.
Desordens da pele e tecido subcutâneo Rara: alopecia, reações psoriasiformes na pele, exacerbação da psoríase e erupções cutâneas.
Desordens oculares Rara: olhos secos e distúrbios visuais.
Desordens do sistema reprodutivo e mamas Rara: impotência.
Desordens respiratórias, torácicas e do mediastino Comum: Embolia pulmonar Rara: pode ocorrer broncoespasmo em pacientes com asma brônquica ou com histórico de queixas asmáticas.
Desordens gerais Comum: fadiga.
A descontinuação do medicamento deve ser considerada se, de acordo com critério médico, o bem-estar do paciente estiver sendo adversamente afetado por qualquer uma das reações descritas acima.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Os sintomas de superdosagem podem incluir bradicardia, hipotensão, insuficiência cardíaca aguda e broncoespasmo.
O tratamento geral deve incluir: monitorização cuidadosa, tratamento em unidade de terapia intensiva, uso de lavagem gástrica, carvão ativado e um laxante para prevenir a absorção de qualquer substância ainda presente no trato gastrointestinal, o uso de plasma ou substitutos do plasma para tratar hipotensão e choque. Hemodiálise ou hemoperfusão também podem ser consideradas.
Bradicardia excessiva pode ser controlada com 1-2 mg de atropina por via intravenosa e/ou com marcapasso cardíaco.
Se necessário, em seguida, pode-se administrar uma dose em bolus de 10 mg de glucagon por via intravenosa. Se necessário, esse procedimento pode ser repetido ou seguido de uma infusão intravenosa de 1-10 mg/hora de glucagon, dependendo da resposta obtida. Se não houver resposta ao glucagon, ou se o mesmo não estiver disponível, pode-se administrar um estimulante beta-adrenérgico, como a dobutamina (2,5-10 μg/kg/min) por infusão intravenosa. A dobutamina, devido ao seu efeito inotrópico positivo, também poderia ser usada para tratar hipotensão e insuficiência cardíaca aguda. Dependendo da quantidade da superdose ingerida, é provável que as doses indicadas sejam inadequadas para reverter os efeitos cardíacos do bloqueio beta. Portanto, se necessário, a dose de dobutamina deve ser aumentada para que se atinja a resposta desejada de acordo com as condições clínicas do paciente.
O broncoespasmo pode geralmente ser revertido pelo uso de broncodilatadores.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.0458 Registrado e produzido por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65 Indústria Brasileira Ou Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Manaus/AM
Venda sob prescrição
SAC: 0800-019 19 14 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/12/2025. bula-prof-014731-EMS-v3
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 62 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| AtenololSanofi Medley Farmacêutica Ltda. | 25 MG COM CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 7,73 |
| AtenololVitamedic Industria Farmaceutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 11,56 |
| AtenopressSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda | 50 MG COM BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 17,74 |
| AtenololSanofi Medley Farmacêutica Ltda. | 50 MG COM CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 20,12 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 20,84 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 20,84 |
| AtenololSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda | 25 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 60 | Sem tarja | R$ 21,70 |
| AtenololLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 23,02 |
| AtenololGermed Farmaceutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 23,13 |
| AtenololSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda | 25 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Sem tarja | R$ 23,61 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 28 | Tarja vermelha | R$ 24,87 |
| AtenololEMS S/A | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 25,14 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 28 | Tarja vermelha | R$ 25,94 |
| AblokBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 26,09 |
| AtenololVitamedic Industria Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 26,60 |
| AtenololAurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Limitada | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Sem tarja | R$ 26,67 |
| AtenololAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 28,24 |
| TenolonVitamedic Industria Farmaceutica Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 28,42 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 28,57 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 28,95 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 28,95 |
| AtenololSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda | 50 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Sem tarja | R$ 29,07 |
| AtenololPrati Donaduzzi & CIA Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 30,05 |
| AtenololSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda | 50 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 60 | Sem tarja | R$ 30,55 |
| AtenololLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 31,57 |
| TelolGeolab Indústria Farmacêutica S/A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS PVC X 30 | Tarja vermelha | R$ 31,69 |
| AtenololLaboratorio Teuto Brasileiro S/A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 32,24 |
| AtenololGermed Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 32,61 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 28 | Tarja vermelha | R$ 33,44 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 33,95 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 28 | Tarja vermelha | R$ 36,89 |
| AtenololGeolab Indústria Farmacêutica S/A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS PVC X 30 | Tarja vermelha | R$ 37,73 |
| AtenololBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A | 25 MG COM CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 37,74 |
| AtenololBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 37,75 |
| TelolGeolab Indústria Farmacêutica S/A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS PVC X 30 | Tarja vermelha | R$ 38,00 |
| AngipressAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 38,47 |
| AtenololAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 39,01 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 39,13 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 39,46 |
| AtenololEMS S/A | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 40,75 |
| AtenololPrati Donaduzzi & CIA Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 40,79 |
| AblokBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 40,94 |
| AtenololSanofi Medley Farmacêutica Ltda. | 100 MG COM CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 43,13 |
| AtenololEMS S/A | 25 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 47,93 |
| AngipressAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 28 | Tarja vermelha | R$ 49,59 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 53,25 |
| AtenololLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 54,86 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 55,55 |
| AngipressAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 56,34 |
| AtenololGermed Farmaceutica Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 56,79 |
| AtenololGeolab Indústria Farmacêutica S/A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS PVC X 30 | Tarja vermelha | R$ 58,03 |
| AtenololBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A | 50 MG COM CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 30 | Sem tarja | R$ 58,03 |
| AtenololBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 20 | Tarja vermelha | R$ 58,04 |
| AtenololPrati Donaduzzi & CIA Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 61,27 |
| AblokBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 67,00 |
| AtenololEMS S/A | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 71,39 |
| AtenolabMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 71,68 |
| AtenololEMS S/A | 50 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 73,51 |
| AngipressAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 50 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 28 | Tarja vermelha | R$ 74,82 |
| AtenololMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 78,93 |
| AtenololBiolab Sanus Farmaceutica Ltda | 50 MG COM CT 10 BL AL PLAS INC X 10 | Tarja vermelha | R$ 100,50 |
| AtenololEMS S/A | 100 MG COM CT BL AL PLAS OPC X 60 | Tarja vermelha | R$ 130,66 |